CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
O diagnóstico e o tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) em pessoa vivendo com HIV PVHIV são fundamentais para minimizar o risco de adoecimento. Sendo correto que:
Tratamento preventivo ILTB em PVHIV ↓ risco adoecimento em 62% (com PPD) e 32% (sem PPD).
O tratamento preventivo da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) é crucial para Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), pois reduz significativamente o risco de desenvolver tuberculose ativa. Estudos demonstraram uma redução de 62% quando o tratamento é guiado pela prova tuberculínica (PPD) e de 32% mesmo sem essa orientação, reforçando a importância da profilaxia.
A Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) representa um reservatório de Mycobacterium tuberculosis no organismo, sem manifestações clínicas da doença ativa. Em Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), a ILTB é uma preocupação majoritária devido à imunossupressão, que aumenta drasticamente o risco de reativação da tuberculose (TB) e progressão para a doença ativa. A TB é uma das principais causas de morbimortalidade em PVHIV globalmente, tornando o diagnóstico e tratamento da ILTB uma estratégia crucial de saúde pública. O diagnóstico da ILTB em PVHIV é realizado principalmente pela Prova Tuberculínica (PPD) ou por testes de liberação de interferon-gama (IGRA). No entanto, a PPD pode ter sensibilidade reduzida em PVHIV com imunossupressão avançada. A decisão de tratar a ILTB em PVHIV é baseada no risco individual e na prevalência de TB na comunidade. Estudos robustos têm demonstrado a eficácia do tratamento preventivo da ILTB em PVHIV. A profilaxia reduziu o risco de adoecimento por TB em 62% quando o tratamento foi orientado por uma PPD positiva. Mais notavelmente, mesmo em cenários onde o tratamento não foi guiado pela PPD (ou seja, em PVHIV com PPD negativa ou desconhecida, mas em alto risco), houve uma redução de 32% no risco de desenvolver TB ativa. Isso sublinha a importância de considerar a profilaxia para todos os PVHIV, especialmente em áreas de alta endemicidade, como uma intervenção vital para minimizar o adoecimento e melhorar a sobrevida.
O tratamento da ILTB em PVHIV é fundamental porque essas pessoas têm um risco significativamente maior de desenvolver tuberculose ativa devido à imunossupressão. A profilaxia reduz esse risco, prevenindo adoecimento e transmissão.
Sim, estudos demonstraram que o tratamento preventivo da ILTB em PVHIV reduz o risco de adoecimento em 32% mesmo quando não orientado pela PPD. A eficácia é maior (62%) quando a PPD é positiva, mas a profilaxia é benéfica em ambos os cenários.
As opções incluem isoniazida por 6 ou 9 meses, ou esquemas mais curtos como isoniazida e rifapentina semanalmente por 3 meses, ou rifampicina por 4 meses. A escolha depende de fatores como adesão, interações medicamentosas e perfil de resistência local.
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