PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Matheus de 13 anos de idade comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhado da mãe, Maria, que está, há um mês, em tratamento para tuberculose pulmonar bacilífera. Maria informa que está utilizando corretamente os medicamentos prescritos e que já teve melhora importante do quadro, inclusive com ganho de peso. Matheus está assintomático, com exame físico sem alterações. Apresentou cartão de vacinação onde constava ter sido vacinado com BCG ao nascimento. Foram solicitados para ele, exame radiológico do tórax, que se apresentou sem alterações, e teste tuberculínico (PPD) cujo resultado foi reator = 13 milímetros.
Contato de TB + PPD reator + RX normal → Tratamento de Infecção Latente da Tuberculose (ILTB).
Em contatos de tuberculose pulmonar bacilífera, um PPD reator (≥ 5mm para imunocomprometidos ou <5 anos, ≥ 10mm para outros) com radiografia de tórax normal indica Infecção Latente da Tuberculose (ILTB), que deve ser tratada para prevenir a doença ativa.
A Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) ocorre quando um indivíduo é infectado pelo Mycobacterium tuberculosis mas não desenvolve a doença ativa. É crucial identificar e tratar a ILTB, especialmente em contatos de casos bacilíferos, para prevenir a progressão para a tuberculose ativa, que pode ser transmitida. O diagnóstico da ILTB baseia-se na história de contato com um caso de tuberculose ativa, um teste tuberculínico (PPD) reator e uma radiografia de tórax normal, que exclui a doença ativa. A interpretação do PPD deve considerar a idade, o estado imunológico e o histórico de vacinação BCG, sendo que em contatos, um PPD ≥ 10mm é geralmente significativo. O tratamento da ILTB visa eliminar as bactérias latentes e reduzir o risco de adoecimento. Esquemas comuns incluem isoniazida por 6 ou 9 meses, ou a combinação de rifampicina e isoniazida por 3 meses, que é o caso da questão. É vital que residentes compreendam a importância da quimioprofilaxia e saibam indicar o esquema adequado.
Um PPD é considerado reator em contatos de tuberculose quando a enduração é ≥ 5mm em imunocomprometidos ou crianças < 5 anos, e ≥ 10mm em imunocompetentes ou crianças ≥ 5 anos, independentemente da vacinação BCG prévia.
Para adolescentes e adultos, o tratamento da ILTB pode ser com Isoniazida por 6 ou 9 meses, ou com o esquema de Rifampicina + Isoniazida por 3 meses, ou Rifapentina + Isoniazida semanal por 3 meses, conforme as diretrizes nacionais.
O tratamento da ILTB é fundamental para reduzir o risco de progressão para a doença tuberculose ativa, especialmente em indivíduos com alto risco de desenvolver a doença, prevenindo assim a transmissão e a morbimortalidade.
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