INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma criança com 4 anos de idade, cujos pais são diagnosticados com tuberculose pulmonar, está em acompanhamento em Unidade Básica de Saúde. Ela apresenta cartão vacinal completo, crescimento e desenvolvimento adequados e está assintomática. Realizou radiografia de tórax, que não apresentou alteração e o teste tuberculínico (PPD), que apresentou enduração de 5 mm. Considerando-se o quadro clínico dessa criança, o tratamento da tuberculose latente (quimioprofilaxia):
Criança contato + PPD ≥ 5mm + assintomática + RX normal = Tratar ILTB.
Em crianças contatos de bacilíferos, um PPD ≥ 5mm é considerado positivo para Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), exigindo tratamento preventivo após excluir doença ativa.
A abordagem da tuberculose na infância foca na prevenção, dado que crianças pequenas têm maior risco de desenvolver formas graves como a meningoencefalite. O protocolo brasileiro do Ministério da Saúde estabelece que contatos de casos bacilíferos devem ser triados rigorosamente. O tratamento da ILTB pode ser realizado com Isoniazida (6 a 9 meses) ou Rifampicina (4 meses), sendo esta última frequentemente preferida pela melhor adesão e menor toxicidade. A decisão terapêutica baseia-se na probabilidade de infecção versus o risco de adoecimento, onde o PPD positivo em contatos é um marcador crítico de risco.
Para crianças que são contatos domiciliares de adultos bacilíferos, o ponto de corte para o teste tuberculínico (PPD) é de 5 mm de enduração. Se a criança estiver assintomática e apresentar radiografia de tórax normal, o diagnóstico é de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) e o tratamento profilático (quimioprofilaxia) está indicado para prevenir a progressão para a forma ativa da doença, que tem maior risco de gravidade nessa faixa etária.
Embora a vacina BCG possa causar reatividade ao PPD, em crianças com histórico de exposição recente a contatos bacilíferos, a enduração de 5 mm ou mais deve ser interpretada como infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e não apenas efeito da vacina, especialmente se a vacinação ocorreu há mais de 2 anos. A prioridade clínica é a proteção contra a progressão da doença.
Antes de iniciar o tratamento para ILTB, é obrigatório excluir a tuberculose doença. Isso é feito através da anamnese (garantindo que a criança está assintomática) e da realização de uma radiografia de tórax (que deve estar normal). Caso haja sintomas ou alterações radiológicas, deve-se investigar tuberculose ativa com exames bacteriológicos ou moleculares.
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