HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Escolar, sexo feminino, com 7 anos de idade, comparece a uma consulta pediátrica após o diagnóstico de tuberculose em um familiar agregado que mora em casa, que iniciou o tratamento específico há 2 semanas. A criança não apresenta tosse, febre ou quaisquer sintomas e recebeu a vacina BCG ao nascimento. Sobre a investigação e conduta para essa criança, é correto afirmar que
Contato TB infantil, PPD ≥ 5mm (vacinado BCG) + RX normal = Tratamento Infecção Latente por Tuberculose (ILTB).
Em crianças contactantes de tuberculose, a investigação inclui PPD e radiografia de tórax. Um PPD ≥ 5mm (para vacinados com BCG) ou ≥ 10mm (para não vacinados) em contato com caso ativo, sem sintomas e com radiografia normal, indica Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), que requer tratamento para prevenir a doença ativa.
A tuberculose (TB) em crianças é um grave problema de saúde pública, e a identificação e manejo de contatos são cruciais para o controle da doença. Crianças, especialmente as menores de 5 anos, são particularmente vulneráveis a desenvolver TB ativa após a infecção, e a progressão da infecção latente para a doença ativa é mais rápida e com maior risco de formas graves. A investigação de uma criança contactante de TB ativa deve incluir a prova tuberculínica (PPD) e a radiografia de tórax. O PPD, ou teste de Mantoux, avalia a resposta imune à tuberculina. Em crianças vacinadas com BCG, um PPD ≥ 5 mm é considerado positivo em contatos de TB. A radiografia de tórax é essencial para excluir a doença ativa, mesmo na ausência de sintomas clínicos. Se a criança apresenta PPD positivo (≥ 5 mm em vacinados com BCG e contactantes) e a radiografia de tórax é normal, sem sinais de doença ativa, o diagnóstico é de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB). Nesses casos, o tratamento da ILTB é mandatório para prevenir o desenvolvimento da TB ativa. O tratamento mais comum é com isoniazida por 6 a 9 meses. É um erro comum não tratar a ILTB, pois isso aumenta o risco de progressão para a doença ativa, que exige um esquema terapêutico mais complexo e prolongado.
Em crianças vacinadas com BCG, um PPD ≥ 5mm é considerado positivo em contatos de tuberculose, indicando infecção. A vacina BCG pode causar uma reação, mas valores acima de 5mm em contactantes são significativos.
A radiografia de tórax é sempre necessária na investigação de contato de tuberculose em crianças para excluir doença ativa. Achados como adenopatia hilar ou infiltrados podem indicar tuberculose pulmonar ativa, mesmo na ausência de sintomas.
O tratamento padrão para ILTB em crianças é a isoniazida diária por 6 a 9 meses. Alternativas como rifampicina por 4 meses ou isoniazida + rifapentina semanal por 3 meses também podem ser consideradas, dependendo das diretrizes locais e tolerância.
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