USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Você é o médico de uma unidade de saúde da família em uma cidade de pequeno porte que faz seguimento dos pacientes portadores do HIV. Você atende um paciente recém diagnosticado com HIV, totalmente assintomático, sem comorbidades. Faz os exames iniciais para investigação e início do tratamento para HIV. Nos exames tem resultado do teste tuberculínico de 15 mm. Sem história de tuberculose no passado. Exames bioquímicos e hemograma normais. Contagem de CD4 370 cel/mm³, carga viral 10000 cópias/ml. Paciente não apresenta queixas respiratórias, exame físico do aparelho respiratório normal e radiografia do tórax normal. Além de iniciar tratamento para HIV, qual a conduta mais adequada?
HIV + PPD ≥ 5mm (ou ≥ 10mm para não imunossuprimidos) sem TB ativa → Tratamento ILTB com isoniazida.
Em pacientes com HIV, um teste tuberculínico (PPD) com enduração ≥ 5mm é considerado positivo e indica infecção latente por tuberculose (ILTB), mesmo na ausência de sintomas ou alterações radiológicas. Nesses casos, a profilaxia com isoniazida é fundamental para prevenir o desenvolvimento da doença ativa, especialmente devido ao risco aumentado em imunossuprimidos.
A coinfecção por HIV e Mycobacterium tuberculosis representa um grave desafio de saúde pública, sendo a tuberculose (TB) a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV (PVHIV). A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) é uma condição na qual o indivíduo está infectado pelo bacilo da TB, mas não apresenta sintomas da doença ativa e não é contagioso. O rastreamento e tratamento da ILTB em PVHIV são estratégias fundamentais para reduzir a incidência de TB ativa e melhorar o prognóstico desses pacientes. O diagnóstico da ILTB em PVHIV é realizado principalmente pelo Teste Tuberculínico (PPD) ou por testes de liberação de interferon-gama (IGRA). Para PVHIV, um PPD com enduração ≥ 5mm é considerado positivo, diferentemente da população geral onde o corte é ≥ 10mm. É crucial excluir a TB ativa antes de iniciar o tratamento da ILTB, através de anamnese, exame físico e radiografia de tórax. A ausência de sintomas respiratórios e uma radiografia normal são indicativos de ILTB. O tratamento da ILTB em PVHIV é realizado com isoniazida, geralmente por 6 a 9 meses, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. A profilaxia com isoniazida é altamente eficaz na prevenção da progressão da ILTB para TB ativa, especialmente em pacientes com CD4 mais baixos. É importante monitorar a adesão ao tratamento e possíveis efeitos adversos, como hepatotoxicidade. O início da terapia antirretroviral (TARV) e o tratamento da ILTB devem ser coordenados, podendo ser iniciados concomitantemente ou em sequência, dependendo da situação clínica.
Em pacientes com HIV, um teste tuberculínico (PPD) com enduração ≥ 5mm é considerado positivo, independentemente do status vacinal com BCG. Este limiar é menor do que para a população geral devido à imunossupressão.
A conduta para Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em pacientes com HIV, após exclusão de tuberculose ativa, é o tratamento profilático com isoniazida por 6 a 9 meses. Isso reduz significativamente o risco de desenvolvimento da doença ativa.
O rastreamento e tratamento da ILTB em pacientes com HIV são cruciais porque a imunossupressão aumenta drasticamente o risco de reativação da tuberculose latente para a forma ativa, que é uma das principais causas de morbimortalidade nessa população.
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