IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Menino de 8 anos veio para atendimento porque o tio, que está morando com a família, está bacilífero (BK). O menor não apresenta sinais e sintomas, como perda ponderal, nem apresenta alterações no exame físico (sem febre). Para proceder o rastreio da infecção latente tuberculosa (ILTB), deve-se:
Contato TB + PPD ≥ 5mm + Rx Tórax normal → Tratar ILTB (Isoniazida ou Rifampicina).
O rastreio de contatos pediátricos assintomáticos exige PPD e radiografia; se o PPD for reator (≥ 5mm) e a imagem normal, diagnostica-se ILTB e inicia-se o tratamento preventivo.
O controle da tuberculose na infância foca na detecção precoce da infecção latente, pois crianças têm maior risco de progressão para formas graves e disseminadas (como a meningoencefalite). O rastreio de contatos é a ferramenta mais eficaz para quebrar a cadeia de transmissão e proteger os vulneráveis. O diagnóstico de ILTB é de exclusão: requer evidência de infecção (PPD ou IGRA positivo) e ausência de doença ativa (clínica negativa e radiologia normal). O cumprimento rigoroso do tratamento preventivo reduz em mais de 90% o risco de adoecimento futuro, sendo uma prioridade de saúde pública no Brasil.
Para crianças que são contatos de adultos bacilíferos (BK+), o ponto de corte da Prova Tuberculínica (PPD) é de 5 mm. Se o resultado for ≥ 5 mm, a criança é considerada infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. Se a radiografia de tórax for normal e a criança estiver assintomática, o diagnóstico é de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), indicando o tratamento preventivo para evitar a progressão para a forma ativa da doença.
As principais opções recomendadas pelo Ministério da Saúde são a Isoniazida (geralmente por 6 a 9 meses ou 270 doses) ou a Rifampicina (por 4 meses ou 120 doses). A escolha depende da idade (Rifampicina é preferida em menores de 10 anos em alguns protocolos devido à menor toxicidade e menor tempo de tratamento) e da resistência do caso índice, mas a Isoniazida continua sendo um pilar clássico da quimioprofilaxia.
Se o PPD inicial for < 5 mm, a conduta depende do tempo desde o último contato. Se o contato foi recente, deve-se repetir o PPD após 8 a 12 semanas (janela imunológica). Se o segundo PPD permanecer < 5 mm e a criança continuar assintomática, a infecção é descartada. Em menores de 5 anos, alguns protocolos sugerem iniciar a quimioprofilaxia imediatamente e reavaliar após 3 meses com novo PPD.
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