FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um homem de 45 anos de idade, diabético tipo 2, auxiliar de enfermagem, realizou teste tuberculínico (PPD), cujo resultado foi 7mm. A radiografia de tórax resultou normal, e ele não referiu tosse, febre ou perda ponderal não intencional. Com base nesse caso clínico hipotético e de acordo com as orientações do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a conduta terapêutica adequada para esse paciente é:
PPD ≥ 5mm em DM2 ou profissionais de saúde → Tratar ILTB (preferencial: 3HP/12 doses).
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 ou profissionais de saúde com risco de infecção, um PPD ≥ 5mm é indicativo de tratamento para ILTB. O esquema 3HP (Isoniazida + Rifapentina semanal por 12 semanas) é preferencial pela maior adesão.
O manejo da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) é um pilar fundamental da estratégia 'End TB' da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil. O diagnóstico baseia-se na identificação de uma resposta imune aos antígenos do Mycobacterium tuberculosis (via PPD ou IGRA) na ausência de doença ativa. A escolha do esquema terapêutico deve considerar a probabilidade de adesão, o perfil de toxicidade e a resistência bacteriana local. O esquema 3HP (Isoniazida + Rifapentina) revolucionou o tratamento da ILTB por ser de curta duração e administração semanal, sendo altamente recomendado para adultos e crianças acima de 2 anos em diversas situações clínicas, incluindo profissionais de saúde e diabéticos.
De acordo com o Manual do Ministério da Saúde, o tratamento de ILTB com PPD ≥ 5mm é indicado para contatos de TB ativa, pessoas vivendo com HIV (PVHIV) com CD4 > 350, pacientes com diabetes mellitus, profissionais de saúde com conversão tuberculínica, e pacientes em uso de imunossupressores ou com nefropatias graves. O objetivo é reduzir o risco de progressão para a forma ativa da doença, especialmente em populações vulneráveis ou com comorbidades que afetam a imunidade celular.
O esquema 3HP consiste na administração combinada de Isoniazida e Rifapentina, uma vez por semana, durante 12 semanas (total de 12 doses). Suas principais vantagens incluem o menor tempo de tratamento em comparação à Isoniazida isolada (6 a 9 meses) e à Rifampicina isolada (4 meses), o que resulta em taxas significativamente maiores de adesão e conclusão do tratamento, mantendo eficácia comparável e perfil de segurança favorável.
Se o paciente é assintomático, possui PPD reator (dentro dos pontos de corte para seu grupo de risco) e a radiografia de tórax é normal (excluindo TB ativa), o diagnóstico é de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB). A conduta deve ser o início do tratamento preventivo, após descartar contraindicações clínicas. Não há necessidade de baciloscopia ou cultura de escarro se o paciente não apresenta sintomas respiratórios e a imagem é negativa.
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