Tuberculose em Crianças: Conduta no Contato e ILTB

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020

Enunciado

Pré-escolar de 4 anos, masculino, é levado à Unidade Básica de Saúde, por orientação médica, pois há uma semana seu pai teve diagnóstico de Tuberculose Pulmonar e faleceu logo em seguida. Menor assintomático. Recebeu BCG ao nascer. Qual a conduta mais adequada para essa criança?

Alternativas

  1. A) Realizar inicialmente PT (prova tuberculínica) e, se PT = 4mm, realizar Rx de tórax e, se for normal, tratar para ILTB (infecção latente por tuberculose).
  2. B) Realizar inicialmente PT e, se for = 10mm, realizar Rx de tórax e, se for alterado, tratar para tuberculose ativa.
  3. C) Realizar inicialmente Rx de tórax e, se for normal, realizar PT; se for = 8mm, repetir PT em 8 semanas, e, se não houver conversão da PT, dar alta com orientações.
  4. D) Realizar PT e Rx de tórax, se PT = 4mm e Rx de tórax normal, dar alta com orientações.
  5. E) Realizar PT e Rx de tórax, se PT = 5mm e Rx de tórax normal, tratar para ILTB.

Pérola Clínica

Contato TB <5 anos, assintomático, PT ≥5mm + Rx normal → Tratar ILTB (mesmo com BCG prévia).

Resumo-Chave

Crianças menores de 5 anos em contato com caso de tuberculose pulmonar bacilífera são consideradas de alto risco para desenvolver a doença ativa. Mesmo assintomáticas e com BCG prévia, a conduta é investigar com PT e Rx de tórax. Se a PT for ≥ 5mm e o Rx de tórax normal, indica ILTB e o tratamento é mandatório.

Contexto Educacional

A tuberculose em crianças é um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em contextos de contato domiciliar com adultos bacilíferos. Crianças, particularmente as menores de 5 anos, são mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença após a infecção. A investigação de contatos é uma estratégia crucial de saúde pública para interromper a cadeia de transmissão e prevenir a progressão da infecção latente para a doença ativa. A conduta em crianças assintomáticas que tiveram contato com tuberculose pulmonar envolve a realização da Prova Tuberculínica (PT) e da radiografia de tórax. A vacina BCG, embora importante na prevenção de formas graves, não impede a infecção. Uma PT com enduração ≥ 5mm em contatos de casos bacilíferos, mesmo com BCG prévia, é considerada positiva. A radiografia de tórax é essencial para excluir a doença ativa. Se a criança é assintomática, tem PT ≥ 5mm e radiografia de tórax normal, o diagnóstico é de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), e o tratamento quimioprofilático é mandatório para prevenir o desenvolvimento da doença ativa. O esquema mais comum é a isoniazida por 6 a 9 meses. Essa abordagem proativa é vital para proteger as crianças mais vulneráveis.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da idade no manejo do contato de tuberculose em crianças?

Crianças menores de 5 anos são consideradas de alto risco para desenvolver tuberculose ativa após o contato, devido à imaturidade do sistema imunológico, justificando uma abordagem mais agressiva para ILTB.

Como interpretar a Prova Tuberculínica (PT) em crianças vacinadas com BCG?

Em crianças vacinadas com BCG, uma PT ≥ 5mm é considerada positiva para infecção por Mycobacterium tuberculosis, especialmente em contatos de casos bacilíferos, e deve ser valorizada para o diagnóstico de ILTB.

Quando iniciar o tratamento para Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em crianças?

O tratamento para ILTB deve ser iniciado em crianças menores de 5 anos que tiveram contato com caso de tuberculose, apresentem PT ≥ 5mm e radiografia de tórax normal, para prevenir o desenvolvimento da doença ativa.

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