UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Casal que está em tratamento para tuberculose pulmonar há 30 dias leva ao posto de saúde seu filho de cinco anos para investigação. O menino tem a marca vacinal da BCG, está assintomático, sua radiografia de tórax apresenta resultado normal e teste tuberculínico de 12mm. Baseando-se no Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, em relação ao menino, deve-se:
Criança < 10 anos, contato TB, PPD ≥ 5mm, assintomática, RX normal → Infecção Latente TB (ILTB) → Isoniazida 6 meses.
Em crianças menores de 10 anos que são contatos intradomiciliares de casos de tuberculose pulmonar, a presença de um teste tuberculínico (PPD) ≥ 5mm, mesmo com BCG prévia, assintomático e radiografia de tórax normal, indica infecção latente por tuberculose (ILTB). Nesses casos, a quimioprofilaxia com isoniazida por 6 meses é a conduta recomendada para prevenir a progressão para doença ativa.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente no contexto de contato intradomiciliar com adultos doentes. O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, oferece diretrizes claras para o manejo desses casos, visando a prevenção da doença ativa. Em crianças menores de 10 anos que são contatos de casos de tuberculose pulmonar, a investigação deve incluir a história de contato, avaliação clínica para sintomas de TB, radiografia de tórax e o teste tuberculínico (PPD). Mesmo que a criança tenha sido vacinada com BCG e esteja assintomática com radiografia normal, um PPD com enduração de 5mm ou mais é considerado positivo e indica infecção latente por tuberculose (ILTB). A conduta para ILTB em crianças, especialmente contatos de casos ativos, é a quimioprofilaxia com isoniazida por seis meses. Essa medida é fundamental para prevenir a progressão da infecção latente para a doença ativa, que pode ser mais grave em crianças. É um erro comum desconsiderar a ILTB em crianças vacinadas ou com PPD "baixo" (mas ainda positivo pelos critérios para contatos), perdendo a oportunidade de uma intervenção preventiva eficaz.
Em crianças, especialmente contatos de casos de tuberculose, a ILTB é diagnosticada pela história de contato, ausência de sintomas e radiografia de tórax normal, associada a um teste tuberculínico (PPD) com enduração ≥ 5mm (para menores de 10 anos) ou ≥ 10mm (para maiores de 10 anos).
A conduta recomendada para crianças com ILTB que são contatos de tuberculose ativa é a quimioprofilaxia com isoniazida diária por seis meses, visando prevenir a progressão da infecção latente para a doença ativa.
Sim, a vacina BCG pode causar uma reação positiva ao PPD, mas em crianças menores de 10 anos, um PPD ≥ 5mm em contato de tuberculose é considerado positivo e indica ILTB, independentemente da cicatriz vacinal, devido ao alto risco de progressão para doença ativa.
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