Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (2ª ed.), publicado pelo Ministério da Saúde, define que a probabilidade de uma pessoa saudável se infectar ao ser exposta ao bacilo da tuberculose é de 30%. As pessoas infectadas, em geral, permanecem saudáveis por muitos anos, com imunidade parcial ao bacilo, em uma condição conhecida como infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Apesar de grande parte da população mundial estar infectada com M. tuberculosis, não há indicação de investigação indiscriminada de ILTB na população em geral. Considerando esse assunto, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de população para a qual essa investigação é indicada e que potencialmente se beneficiará do tratamento preconizado.
Rastreamento ILTB indicado para imunossuprimidos: HIV, inibidores TNF-alfa, corticoides (>15mg/dia prednisona >1 mês), pré-transplante.
A investigação e o tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) são cruciais em grupos de risco com imunossupressão, pois estes têm uma probabilidade significativamente maior de reativar a doença. O uso de inibidores de TNF-alfa e corticosteroides em doses elevadas por tempo prolongado são condições que aumentam o risco de progressão da ILTB para tuberculose ativa, justificando a triagem e profilaxia.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) representa um reservatório significativo para a tuberculose (TB) ativa, especialmente em populações vulneráveis. Embora a maioria das pessoas infectadas permaneça assintomática, a imunossupressão é um fator de risco primordial para a reativação do Mycobacterium tuberculosis e o desenvolvimento da doença ativa. Por essa razão, a investigação e o tratamento da ILTB são estratégias cruciais de controle da TB em grupos específicos. As diretrizes nacionais e internacionais recomendam o rastreamento da ILTB em populações de alto risco de progressão para TB ativa. Entre esses grupos, destacam-se pessoas vivendo com HIV, contatos domiciliares de casos de TB pulmonar, pacientes com silicose, e, de forma muito relevante, indivíduos que serão submetidos a terapias imunossupressoras. Isso inclui pacientes que iniciarão tratamento com inibidores de TNF-alfa, que bloqueiam uma citocina essencial na resposta imune contra o bacilo, e aqueles em uso prolongado de corticosteroides em doses elevadas (equivalente a > 15 mg/dia de prednisona por mais de um mês). O tratamento da ILTB nesses grupos de risco é fundamental para prevenir a reativação da doença, que pode ter um curso mais grave e desfavorável em pacientes imunossuprimidos. A profilaxia, geralmente com isoniazida, deve ser iniciada após a exclusão de TB ativa e antes do início ou durante a terapia imunossupressora. A identificação precoce e o manejo adequado da ILTB são pilares na prevenção da tuberculose e na melhoria dos desfechos clínicos em pacientes de alto risco.
O rastreamento de ILTB é indicado para grupos de alto risco de progressão para tuberculose ativa, incluindo pessoas vivendo com HIV, contatos domiciliares de casos de TB pulmonar, pacientes em uso de imunossupressores (como inibidores de TNF-alfa ou altas doses de corticosteroides), candidatos a transplante de órgãos e pacientes com silicose.
Inibidores de TNF-alfa são potentes imunossupressores que bloqueiam uma citocina crucial na resposta imune contra o Mycobacterium tuberculosis. O uso desses medicamentos aumenta drasticamente o risco de reativação da ILTB, tornando o rastreamento e tratamento profilático obrigatórios antes do início da terapia.
O tratamento da ILTB em pacientes imunossuprimidos é de suma importância para prevenir a progressão da infecção latente para a tuberculose ativa, que pode ser grave e disseminada nessa população. A profilaxia reduz significativamente o risco de morbimortalidade associada à TB.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo