PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
""Estima-se que ¼ da população mundial esteja infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, agente causador da tuberculose (TB). Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou a Estratégia pelo Fim da Tuberculose (End TB Strategy), que estabelece metas arrojadas para o fim da TB como problema de saúde pública até 2035. De acordo com a OMS, para o alcance dessas metas, é imprescindível aumentar o rastreio, diagnóstico e o tratamento da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis, reduzindo o risco de adoecimento e, consequentemente, evitando a contaminação. Quanto maior o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de profissionais capacitados desenvolvendo ações de controle da TB, mais abrangente serão as atividades voltadas ao alcance das metas."" BRASIL, Ministério da Saúde. Secretário de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Protocolo de vigilância da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil/Ministério da Saúde, Brasília 2018. Adolescente, 17 anos de idade, contactante de paciente com tuberculose pulmonar bacilífera, apresenta teste tuberculínico com induração de 5mm. O adolescente fez uso de BCG na infância e é HIV negativo. Está assintomático e tem RX de tórax normal. Esse paciente deve ser considerado:
Contato de TB + PPD ≥ 5mm + Assintomático + RX normal = ILTB → Tratar para evitar TB ativa.
Em contatos de pacientes bacilíferos, um PPD ≥ 5mm indica infecção latente (ILTB), com alto risco de progressão para doença ativa nos primeiros dois anos, exigindo tratamento preventivo.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) ocorre quando uma pessoa está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não apresenta evidências clínicas ou radiológicas de doença ativa. O rastreio de contatos é uma estratégia central do 'End TB Strategy' da OMS. No Brasil, o manejo envolve a prova tuberculínica (PPD) ou o IGRA. A positividade indica a necessidade de excluir doença ativa e iniciar o tratamento preventivo, que reduz drasticamente o risco de reativação endógena, especialmente em grupos vulneráveis como adolescentes e imunossuprimidos.
Segundo o Ministério da Saúde, em contatos de casos bacilíferos, um PPD (Teste Tuberculínico) ≥ 5mm é considerado positivo, independentemente do status vacinal de BCG (se aplicada há mais de 2 anos). Se o paciente for assintomático e tiver radiografia de tórax normal, diagnostica-se Infecção Latente por Tuberculose (ILTB).
O maior risco de progressão da infecção latente para a forma ativa da doença ocorre nos primeiros dois anos após a infecção primária. Por isso, o tratamento da ILTB é prioritário em contatos recentes, visando interromper a cadeia de transmissão e proteger o indivíduo de complicações futuras.
As opções incluem Isoniazida (9 meses ou 6 meses) ou Rifampicina (4 meses). A Rifampicina tem sido preferida em muitos protocolos devido à menor toxicidade e maior adesão por ser um tempo mais curto, sendo indicada para crianças < 10 anos, adultos > 50 anos ou pessoas com hepatopatia, mas também é uma opção válida para adolescentes.
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