HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. De acordo com a OMS é imprescindível aumentar o rastreio, diagnóstico e tratamento da “infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis” (ILTB), reduzindo o risco de adoecimento e, consequentemente, evitando o adoecimento. A esse respeito avalie as assertivas abaixo, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) e escolha a alternativa que contém a sequência correta: [ ] O maior risco de adoecimento se concentra nos primeiros dois anos após a primo-infecção, mas o período de latência pode se estender por muitos anos. [ ] Fatores relacionados à competência do sistema imunológico podem aumentar o risco de adoecimento, e entre estes, destacam-se a infecção pelo HIV, doenças ou tratamentos imunossupressores, idade menor do que dois anos ou maior do que 60 anos, diabetes mellitus e desnutrição. [ ] Para fins de vigilância epidemiológica, será considerado um caso de ILTB o indivíduo infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, identificado por meio de prova tuberculínica (PT) ou IGRA (Interferon-Gamma Release Assays). [ ] Atualmente, no Brasil, dois esquemas terapêuticos são recomendados para o tratamento da ILTB: um com isoniazida e outro com penicilina. (Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil. 2018)
ILTB: maior risco de adoecimento nos 2 primeiros anos pós-infecção. Tratamento NÃO inclui penicilina.
A Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para a doença ativa. O risco de progressão é maior nos primeiros dois anos e em imunocomprometidos. O diagnóstico é feito por PT ou IGRA, e o tratamento visa prevenir a doença ativa, utilizando esquemas com isoniazida ou rifampicina, nunca penicilina.
A Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) é um estado em que o indivíduo está infectado pela bactéria, mas não apresenta sintomas da doença ativa. Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada, tornando seu rastreio e tratamento cruciais para o controle da tuberculose. O maior risco de adoecimento se concentra nos primeiros dois anos após a primo-infecção, mas a latência pode durar décadas. A fisiopatologia da ILTB envolve a contenção da bactéria pelo sistema imunológico, formando granulomas. O diagnóstico é feito por Prova Tuberculínica (PT) ou Interferon-Gamma Release Assays (IGRAs), que detectam a resposta imune. É fundamental suspeitar de ILTB em contatos de casos de tuberculose ativa e em populações de risco, como imunocomprometidos. O tratamento da ILTB visa prevenir a progressão para a doença ativa, utilizando esquemas como isoniazida por 6 ou 9 meses, ou rifampicina por 4 meses. A escolha do esquema depende de fatores como tolerância e interações medicamentosas. O tratamento da ILTB é uma estratégia chave de saúde pública para reduzir a incidência da tuberculose.
Fatores como infecção pelo HIV, uso de imunossupressores, diabetes mellitus, desnutrição e extremos de idade (menores de 2 anos ou maiores de 60 anos) aumentam significativamente o risco de adoecimento.
O diagnóstico da ILTB é realizado por meio da Prova Tuberculínica (PT) ou dos Interferon-Gamma Release Assays (IGRAs), que detectam a resposta imune à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis.
No Brasil, os esquemas recomendados incluem isoniazida por 6 ou 9 meses, ou rifampicina por 4 meses, ou a combinação de isoniazida e rifapentina semanal por 3 meses. Penicilina não é utilizada.
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