FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Adulta, 41 anos, HIV-negativa, contato domiciliar de paciente com TB pulmonar bacilífera. Encontra-se assintomática, pesando 52 kg, apresenta PPD de 13 mm, radiografia de tórax normal e cicatriz de BCG presente. Qual a melhor conduta para a paciente acima?
Contato TB + PPD > 5mm + RX tórax normal + assintomático = Tratamento Infecção Latente por Isoniazida 6-9 meses.
A paciente é um contato domiciliar de TB bacilífera, HIV-negativa, com PPD de 13mm (considerado positivo para contatos) e radiografia de tórax normal, indicando infecção latente por tuberculose (ILTB). Nesses casos, a quimioprofilaxia com isoniazida por 6 a 9 meses é a conduta recomendada para prevenir o desenvolvimento da doença ativa.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global. A infecção latente por tuberculose (ILTB) ocorre quando um indivíduo é infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não desenvolve a doença ativa. Esses indivíduos não são contagiosos, mas correm o risco de progredir para TB ativa ao longo da vida, especialmente em situações de imunossupressão. A identificação e o tratamento da ILTB são estratégias fundamentais para o controle da doença. No caso apresentado, a paciente é um contato domiciliar de um caso de TB pulmonar bacilífera, o que a coloca em alto risco de infecção. O PPD de 13 mm é considerado positivo para contatos, independentemente da cicatriz de BCG, que pode causar reações mais brandas e geralmente não interfere na interpretação de PPDs > 10 mm em adultos. A radiografia de tórax normal é essencial para descartar a doença ativa, confirmando a ILTB. A conduta recomendada para ILTB em contatos de TB bacilífera, com PPD positivo e radiografia de tórax normal, é a quimioprofilaxia. O esquema mais comum e eficaz é a isoniazida (INH) 300 mg/dia por 6 a 9 meses. Este tratamento visa eliminar os bacilos latentes e prevenir a progressão para a doença ativa, sendo uma medida custo-efetiva e de grande impacto na saúde pública. É importante monitorar a adesão e os efeitos adversos da isoniazida, como a hepatotoxicidade.
Em contatos de pacientes com tuberculose ativa, um PPD de 5 mm ou mais já é considerado positivo, indicando infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, mesmo na presença de cicatriz de BCG.
A radiografia de tórax normal é crucial para descartar a doença tuberculosa ativa. Se houvesse alterações, a conduta seria de tratamento para TB ativa, e não apenas para infecção latente.
A isoniazida é um tuberculostático eficaz contra o Mycobacterium tuberculosis em sua fase latente, reduzindo significativamente o risco de progressão para a doença ativa. O esquema de 6 a 9 meses é o mais comum e bem estabelecido.
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