CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
A infecção latente por tuberculose é um estado em que o indivíduo tem o Mycobacterium tuberculosis, mas não tem nenhum sintoma ou manifestação da doença. O diagnóstico e o tratamento devem ser realizados na APS, ou nos outros níveis de atenção. Sobre o tratamento da ILTB, podemos afirmar:
ILTB em HIV+ com PT > 5mm e RX normal → tratamento profilático essencial para prevenir TB ativa, devido ao alto risco.
A indicação de tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) não depende *somente* da PT ou IGRA, mas também de fatores de risco. Em indivíduos vivendo com HIV, uma PT > 5mm, mesmo com raio-X de tórax normal, é critério para iniciar o tratamento.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) representa um estado em que o indivíduo está infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não apresenta sintomas ou evidências radiológicas de doença ativa. O diagnóstico e tratamento da ILTB são cruciais na estratégia de controle da tuberculose, especialmente em grupos de alto risco, para prevenir a progressão para a doença ativa. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel fundamental nesse processo. A indicação do tratamento da ILTB não se baseia *somente* nos resultados da Prova Tuberculínica (PT) ou do IGRA, mas também na avaliação de fatores de risco para o desenvolvimento da tuberculose ativa. Indivíduos vivendo com HIV são um grupo prioritário. Nesses pacientes, uma PT com enduração maior que 5mm, na ausência de alterações radiológicas sugestivas de TB ativa, é um critério forte para iniciar o tratamento da ILTB, devido ao alto risco de reativação. A notificação de ILTB não é universal para todos os casos, mas sim para aqueles que iniciam o tratamento medicamentoso, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. O tratamento da ILTB no Brasil não se restringe a um único fármaco como a Pirazinamida; os esquemas mais utilizados são baseados em Isoniazida (por 6 ou 9 meses) ou Rifampicina (por 4 meses), ou esquemas combinados mais curtos, visando a erradicação do bacilo latente e a prevenção da doença ativa.
O diagnóstico de ILTB é feito pela Prova Tuberculínica (PT) ou pelo IGRA (Interferon-Gamma Release Assays), associado à exclusão de tuberculose ativa por exame clínico e radiografia de tórax, além da avaliação de fatores de risco.
Indivíduos vivendo com HIV têm um risco significativamente maior de desenvolver tuberculose ativa a partir da ILTB devido à imunossupressão. O tratamento profilático é essencial para prevenir a progressão da doença e suas complicações.
No Brasil, os esquemas mais comuns incluem Isoniazida por 6 ou 9 meses, ou esquemas mais curtos como Isoniazida e Rifapentina semanal por 3 meses, ou Rifampicina por 4 meses, dependendo do perfil do paciente e da disponibilidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo