SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem de 38 anos de idade, há três meses começou a apresentar tosse persistente, inicialmente seca, mas que evoluiu para tosse produtiva, com escarro amarelado. Refere perda de peso de cerca de 8kg e fadiga, febre baixa predominante à tarde. É morador de comunidade em periferia urbana. Vive em uma casa pequena, e divide o espaço com quatro familiares, incluindo duas crianças pequenas. Nenhum dos familiares apresenta sintomas no momento, mas todos convivem em contato próximo. Ao exame, apresentase emagrecido. Mucosas hipocrômicas. FR: 24ipm, PR: 91bpm, Temp: 36,8ºC. Sem linfonodos cervicais e axilares patológicos. Ap resp: presença de crépitos e roncos que se intensificam pós tosse em terço superior de pulmão direito. O paciente relata que trabalha como pedreiro, mas tem se sentido muito cansado e, muitas vezes, falta ao trabalho devido aos sintomas.O paciente foi confirmado como doente com tuberculose pulmonar. Indique o tipo de profilaxia a ser empregada para os familiares contactantes:
Contato de TB + Assintomático + PPD/IGRA (+) - Doença Ativa = Isoniazida (ILTB).
A profilaxia (tratamento da ILTB) é indicada para contatos assintomáticos com evidência de infecção (PPD/IGRA reatores), após descartar obrigatoriamente a doença ativa.
O controle de contatos é uma estratégia prioritária do Programa Nacional de Controle da Tuberculose para interromper a cadeia de transmissão. A identificação da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) permite tratar indivíduos infectados antes que evoluam para a forma bacilífera. A escolha da Isoniazida como quimioprofilaxia em contatos PPD reatores é baseada em evidências de redução drástica na progressão para doença ativa. Em crianças menores de 5 anos, a conduta é ainda mais rigorosa devido ao alto risco de formas graves como a meningoencefalite.
O tratamento da ILTB é indicado para contatos de casos de TB pulmonar bacilífera que apresentam prova tuberculínica (PPD) ≥ 5mm ou IGRA positivo, desde que a doença ativa tenha sido excluída por avaliação clínica e radiológica. Grupos específicos, como imunossuprimidos e crianças, possuem critérios de corte e indicações diferenciadas.
O esquema clássico utiliza Isoniazida (5 a 10 mg/kg até 300mg/dia) por 6 a 9 meses (mínimo de 180 a 270 doses). Atualmente, o Ministério da Saúde também recomenda esquemas mais curtos, como a Rifampicina por 4 meses ou Isoniazida + Rifapentina semanal por 3 meses, visando maior adesão.
A exclusão de doença ativa é mandatória e baseia-se na ausência de sintomas (tosse, febre, perda de peso) e na realização de radiografia de tórax normal. Se houver qualquer sintoma ou alteração radiológica, deve-se proceder à investigação diagnóstica completa com baciloscopia, teste rápido molecular ou cultura.
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