FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
De acordo com o protocolo para diagnóstico e tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, do Ministério da Saúde de 2018, assinale a alternativa que apresenta a indicação e o tratamento adequados.
ILTB: Tabagista com PPD ≥ 10mm → Isoniazida 300mg/dia por 6 meses (180 doses).
O protocolo do Ministério da Saúde de 2018 indica tratamento para infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) em tabagistas com PPD ≥ 10 mm. A isoniazida por 6 meses (180 doses) é uma das opções terapêuticas padrão para esses casos, visando prevenir a progressão para tuberculose ativa.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) representa um reservatório de Mycobacterium tuberculosis no organismo, sem manifestação clínica da doença ativa, mas com risco de progressão. O diagnóstico e tratamento da ILTB são estratégias cruciais para o controle da tuberculose, especialmente em populações de alto risco, visando reduzir a incidência da doença ativa. O protocolo do Ministério da Saúde de 2018 estabelece as diretrizes para a identificação e manejo desses casos, sendo um conhecimento essencial para profissionais de saúde. A fisiopatologia da ILTB envolve a contenção da bactéria pelo sistema imune, formando granulomas que podem permanecer quiescentes por anos. O diagnóstico é feito principalmente pelo Teste Tuberculínico (PPD) ou por testes de liberação de interferon gama (IGRA), em conjunto com a exclusão de tuberculose ativa. A indicação de tratamento é baseada na presença de fatores de risco para reativação e no resultado do PPD, com pontos de corte específicos para diferentes grupos populacionais. O tratamento da ILTB tem como objetivo eliminar as bactérias latentes e prevenir a progressão para a doença ativa. A isoniazida por 6 ou 9 meses é o esquema mais utilizado, com boa eficácia e tolerabilidade. É fundamental a adesão do paciente ao tratamento e o monitoramento de possíveis efeitos adversos, como hepatotoxicidade. A correta identificação dos grupos de risco e a aplicação das diretrizes do protocolo são vitais para o sucesso das estratégias de controle da tuberculose.
As principais indicações incluem pessoas vivendo com HIV, contatos domiciliares de casos de tuberculose pulmonar bacilífera, imunocomprometidos (transplantados, em uso de imunossupressores), diabéticos, tabagistas e profissionais de saúde, desde que apresentem PPD positivo (com pontos de corte variando para cada grupo de risco) e ausência de tuberculose ativa.
O esquema mais comum é a isoniazida 300 mg/dia por 6 meses (180 doses). Outras opções incluem isoniazida por 9 meses (270 doses) ou esquemas mais curtos com rifampicina ou combinações de rifampicina e isoniazida, dependendo do perfil do paciente e da disponibilidade.
O PPD (Teste Tuberculínico) é fundamental para identificar a infecção por Mycobacterium tuberculosis. O ponto de corte para positividade varia: ≥ 5 mm para pessoas com HIV, contatos de TB, imunocomprometidos e alterações radiológicas sugestivas; ≥ 10 mm para diabéticos, tabagistas, profissionais de saúde, privados de liberdade e população indígena; e ≥ 15 mm para pessoas sem fatores de risco conhecidos.
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