Tuberculose Latente: Manejo e Tratamento de Contactantes

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Márcia, 44 anos, está sendo acompanhada na Unidade Básica de Saúde por conta de tuberculose pulmonar bacilífera. Seus familiares são convocados para avaliação e todos têm radiografia de tórax normal. Dados complementares a respeito deles são expostos a seguir:Assinale a assertiva correta a respeito da conduta para cada contactante. 

Alternativas

  1. A) A filha deve ser submetida a nova testagem com prova tuberculínica dentro de quatro semanas.
  2. B) O marido deve receber prescrição de rifampicina em monoterapia.
  3. C) A filha deve receber, preferencialmente, rifapentina + isoniazida por 12 semanas.
  4. D) A mãe deve ser retestada com prova tuberculínica em oito semanas.
  5. E) O filho pode receber prescrição de isoniazida em monoterapia.

Pérola Clínica

Contactantes de TB bacilífera: crianças <10 anos tratam ILTB (isoniazida); adultos PT negativa → retestar 8-12 sem.

Resumo-Chave

A conduta para contactantes de tuberculose pulmonar bacilífera depende da idade e do resultado da prova tuberculínica (PT) ou IGRA, após exclusão de tuberculose ativa. Crianças menores de 10 anos são um grupo prioritário para tratamento da infecção latente (ILTB), mesmo com PT negativa, devido ao alto risco de progressão para doença ativa.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global, e a identificação e o manejo de contactantes de casos de TB pulmonar bacilífera são estratégias essenciais para o controle da doença. A infecção latente por tuberculose (ILTB) representa um reservatório de indivíduos que podem desenvolver TB ativa no futuro, tornando o tratamento preventivo crucial. A fisiopatologia da ILTB envolve a presença do Mycobacterium tuberculosis no organismo sem manifestação de doença ativa. O diagnóstico é feito pela prova tuberculínica (PT) ou por testes de liberação de interferon-gama (IGRA), após a exclusão de TB ativa por radiografia de tórax. A conduta para contactantes varia conforme a idade e o status imunológico, com crianças menores de 10 anos e imunocomprometidos sendo grupos de alto risco para progressão da ILTB para TB ativa. O tratamento da ILTB visa reduzir o risco de progressão para a doença ativa. As opções terapêuticas incluem esquemas com isoniazida (6 ou 9 meses), rifampicina (4 meses) ou a combinação de isoniazida e rifapentina (3 meses). A escolha do esquema depende da tolerância do paciente, interações medicamentosas e diretrizes locais. O acompanhamento rigoroso e a adesão ao tratamento são fundamentais para o sucesso da quimioprofilaxia.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para crianças contactantes de tuberculose pulmonar bacilífera?

Crianças menores de 10 anos que são contactantes de casos de tuberculose pulmonar bacilífera devem receber tratamento para infecção latente por tuberculose (ILTB), independentemente do resultado da prova tuberculínica (PT), após exclusão de doença ativa. A isoniazida por 6 meses é uma opção comum.

Quando a prova tuberculínica deve ser repetida em contactantes adultos?

Em contactantes adultos com radiografia de tórax normal e prova tuberculínica (PT) inicialmente negativa, a PT deve ser repetida após 8 a 12 semanas para verificar a ocorrência de conversão tuberculínica, que indicaria infecção recente e a necessidade de tratamento da ILTB.

Quais são as opções de tratamento para a infecção latente por tuberculose (ILTB)?

As principais opções de tratamento para ILTB incluem isoniazida em monoterapia por 6 ou 9 meses, rifampicina em monoterapia por 4 meses, ou a combinação de isoniazida e rifapentina uma vez por semana por 3 meses (esquema 3HP). A escolha depende de fatores como idade, comorbidades e tolerância.

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