CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Um paciente de 7 anos, recebeu BCG ao nascer, é contactante intradomiciliar de tuberculoso bacilífero, apresenta-se assintomático, Rx de tórax normal e prova tuberculínica de 8 mm, deve receber a orientação de:
Criança contactante com PPD ≥ 5mm (ou ≥ 10mm em vacinados) e assintomática → tratar infecção latente.
Em crianças contactantes de tuberculose bacilífera, um PPD de 8mm, mesmo com BCG prévio, indica infecção latente. A ausência de sintomas e radiografia normal exclui doença ativa, justificando o tratamento da infecção latente para prevenir a progressão.
A tuberculose (TB) em crianças é um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente a infecção latente (ILTB). Crianças contactantes de adultos bacilíferos são um grupo de alto risco para desenvolver a doença ativa. A ILTB é caracterizada pela presença do Mycobacterium tuberculosis no organismo sem manifestações clínicas ou radiológicas de doença ativa. O diagnóstico da ILTB em crianças baseia-se na história de contato com um caso de TB pulmonar bacilífera e na positividade da prova tuberculínica (PPD). Em crianças vacinadas com BCG, um PPD com enduração ≥ 10mm é geralmente considerado positivo, enquanto em não vacinadas, ≥ 5mm já é indicativo. A radiografia de tórax normal e a ausência de sintomas são cruciais para diferenciar ILTB de doença ativa. O tratamento da ILTB em crianças é fundamental para prevenir a progressão para a doença ativa, que pode ser grave. A isoniazida é o fármaco de escolha, administrado por 6 a 9 meses. A adesão ao tratamento é vital e deve ser monitorada de perto. A revacinação com BCG não é indicada para contactantes ou para aqueles com PPD positivo.
O diagnóstico de infecção latente em crianças contactantes de bacilíferos é feito pela prova tuberculínica (PPD) com enduração ≥ 5mm, ou ≥ 10mm em vacinados com BCG, na ausência de sintomas e radiografia de tórax normal.
O tratamento padrão para infecção latente em crianças é a isoniazida diária por 6 a 9 meses, dependendo do protocolo local e da tolerância do paciente, visando prevenir a progressão para doença ativa.
A vacina BCG pode causar um PPD positivo, mas geralmente com endurações menores. Em contactantes de bacilíferos, um PPD ≥ 5mm (ou ≥ 10mm em vacinados) é considerado indicativo de infecção, superando o efeito da vacina.
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