HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Mulher de 30 anos de idade comparece à Unidade Básica de Saúde por tosse produtiva e febre há 2 meses. Também relatou perda de 5kg no período (peso prévio de 55kg). A radiografia de tórax pode ser vista na imagem a seguir: Após a confirmação do diagnóstico, foi iniciado o tratamento para a paciente. Também foi feito o rastreamento de contactantes domiciliares, sendo encontrada uma pessoa que mora com a paciente que tem indicação de tratamento imediato de infecção latente com monoterapia. Assinale a alternativa que contém a descrição do contactante com indicação de tratamento imediato de infecção latente com monoterapia:
Contactantes de TB com HIV ou imunossupressão grave → tratamento imediato de infecção latente.
Em casos de tuberculose ativa, o rastreamento de contactantes é crucial. Indivíduos com infecção pelo HIV ou outras condições de imunossupressão grave, mesmo com PPD negativo, têm indicação de tratamento imediato da infecção latente devido ao alto risco de progressão para doença ativa.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global. A infecção latente por tuberculose (ILTB) ocorre quando um indivíduo é infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não desenvolve a doença ativa. Esses indivíduos não são contagiosos, mas têm um risco de 5-10% de desenvolver TB ativa ao longo da vida, sendo esse risco significativamente maior em imunossuprimidos. O rastreamento e tratamento da ILTB são estratégias cruciais para o controle da doença. O diagnóstico da ILTB é feito principalmente pela Prova Tuberculínica (PPD) ou por testes de liberação de interferon-gama (IGRA). No entanto, em pacientes imunossuprimidos, como aqueles com infecção pelo HIV, o PPD pode ser falso-negativo devido à anergia. Nesses casos, a indicação de tratamento da ILTB é baseada no risco epidemiológico e clínico, independentemente do resultado do PPD. O tratamento da ILTB visa prevenir a progressão para a doença ativa. As opções de monoterapia incluem isoniazida por 6 a 9 meses ou rifampicina por 4 meses. A escolha do esquema depende de fatores como tolerância, interações medicamentosas e adesão. O tratamento de contactantes é fundamental para interromper a cadeia de transmissão, especialmente em grupos de alto risco, como crianças e imunossuprimidos.
As indicações incluem contactantes de casos de tuberculose ativa, pessoas com HIV, imunossuprimidos (uso de corticoides, biológicos), silicose, diabetes, insuficiência renal crônica e viragem tuberculínica.
Pacientes com HIV podem apresentar anergia cutânea devido à imunossupressão, resultando em PPD negativo mesmo com infecção. O risco de progressão para tuberculose ativa é elevado, justificando a quimioprofilaxia.
O esquema mais comum é a isoniazida diária por 6 a 9 meses. Outras opções incluem rifampicina diária por 4 meses ou isoniazida e rifapentina semanal por 3 meses.
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