UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 25 anos, há 10 dias, está em tratamento para tuberculose. Seu médico a orientou a trazer o filho para uma avaliação com o pediatra. Ele já solicitou uma radiografia de tórax e prova tuberculina (PT). Ela refere que seu filho é assintomático e previamente hígido. Radiografia do tórax normal; PT = 6mm. Peso atual da criança = 22Kg. A conduta mais adequada em relação ao menino é prescrever:
Criança assintomática + RX normal + PT ≥ 5mm → Tratar ILTB (Rifampicina 4 meses).
Em crianças contatos de TB, após excluir doença ativa (assintomática + RX normal), a PT ≥ 5mm indica tratamento de infecção latente, preferencialmente com Rifampicina.
O manejo de crianças expostas a adultos com tuberculose bacilífera é uma prioridade de saúde pública. O objetivo é identificar precocemente a Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) para prevenir a progressão para formas graves da doença, como a meningoencefalite e a forma disseminada, às quais as crianças são mais suscetíveis. O protocolo envolve a exclusão de doença ativa através da anamnese (ausência de febre, tosse ou perda de peso) e radiografia de tórax normal. Uma vez excluída a doença, a Prova Tuberculínica (PT) ou o IGRA são utilizados para diagnosticar a infecção. A Rifampicina (10 mg/kg/dia) por 4 meses tornou-se o padrão ouro por apresentar perfil de segurança superior à Isoniazida de longa duração.
O esquema preferencial atual é a Rifampicina por 4 meses (120 doses), devido à menor toxicidade e maior adesão em comparação à Isoniazida.
Em crianças contatos de casos bacilíferos, considera-se a PT positiva quando ≥ 5 mm, independentemente do status vacinal prévio.
Se houver alterações radiológicas ou sintomas, deve-se investigar Tuberculose Doença e iniciar o esquema terapêutico completo (RIPE), não apenas o tratamento da latência.
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