INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Na Unidade Básica de Saúde (UBS), após o diagnóstico de tuberculose (BAAR+++), a mãe de uma criança com sete anos de idade, iniciou o tratamento. A criança não apresenta sintomatologia e foi vacinada com BCG ao nascer. Qual a conduta mais adequada a ser seguida em relação à criança?
Contato assintomático + PT ≥ 5mm (vacinado > 2 anos) + RX normal → Tratar ILTB.
Em crianças contatos de bacilíferos, a conduta baseia-se na exclusão de doença ativa e avaliação da infecção latente via Prova Tuberculínica (PT). Se PT ≥ 5mm e RX normal, indica-se tratamento da ILTB.
O manejo de contatos de tuberculose é uma estratégia crucial de saúde pública para interromper a cadeia de transmissão e prevenir novos casos. Em pediatria, o risco de progressão da infecção latente para doença ativa é significativamente maior do que em adultos, especialmente para formas disseminadas e meníngeas. O protocolo brasileiro define que toda criança contato de caso índice bacilífero deve ser investigada imediatamente. A investigação inicia-se com a anamnese e exame físico para buscar sinais de doença. Se assintomática, realiza-se a Prova Tuberculínica (PPD) e o RX de tórax. O resultado da PT guia a conduta: se ≥ 5mm, trata-se a ILTB; se < 5mm, repete-se a PT em 8 semanas para avaliar a viragem tuberculínica. Este rigor visa proteger a população infantil, que é biologicamente mais vulnerável ao Mycobacterium tuberculosis.
Para crianças contatos de casos bacilíferos, o ponto de corte da Prova Tuberculínica (PT) é de 5 mm, independentemente do status vacinal da BCG, desde que a vacinação tenha ocorrido há mais de dois anos. Se a criança foi vacinada há menos de dois anos, a interpretação deve ser cautelosa, mas o protocolo atual do Ministério da Saúde prioriza o tratamento da ILTB em contatos próximos com PT ≥ 5 mm para prevenir a progressão para forma grave da doença.
A exclusão de TB ativa é mandatória e baseia-se na ausência de sintomas (febre, tosse, perda de peso, sudorese noturna) e na realização de radiografia de tórax. Se a criança está assintomática e o RX de tórax não apresenta alterações sugestivas de TB (como adenomegalias hilares ou infiltrados), o diagnóstico de TB ativa é improvável, permitindo o início do tratamento para infecção latente.
As opções principais incluem a Isoniazida (H) por 6 a 9 meses ou a Rifampicina (R) por 4 meses. A Rifampicina tem sido preferida em muitos cenários devido à maior adesão (menor tempo de tratamento) e perfil de segurança favorável, especialmente em crianças menores de 10 anos ou idosos acima de 60 anos.
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