SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Paciente recém diagnosticado com tuberculose pulmonar bacilífera mora em casa de dois cômodos com a mãe, de 55 anos, e a irmã, de 25 anos, saudáveis e assintomáticas. As duas realizaram avaliação na unidade de saúde. As radiografias de tórax não mostraram alterações e a prova tuberculínica teve os seguintes resultados: i) mãe: 6mm; ii) irmã: 4mm. Qual a conduta mais recomendada em relação ao tratamento de infecção latente por tuberculose?
Contato TB bacilífera: PPD ≥ 5mm é positivo. < 5 anos ou imunossuprimidos → tratar. Adulto saudável → considerar. Rifampicina 4m ou Isoniazida 6-9m.
Em contatos domiciliares de pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera, a prova tuberculínica (PPD) é considerada positiva com induração ≥ 5mm. A decisão de tratar a infecção latente depende da idade e dos fatores de risco do contato. Rifampicina por 4 meses é uma opção eficaz e de menor duração para adultos.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global, e o controle da infecção latente por tuberculose (ITBL) em contatos é uma estratégia fundamental para reduzir a transmissão e prevenir novos casos de doença ativa. A identificação e o manejo adequado dos contatos domiciliares de pacientes com TB pulmonar bacilífera são prioritários, pois esses indivíduos apresentam maior risco de desenvolver a doença. A epidemiologia mostra que a taxa de infecção entre contatos próximos pode ser alta, especialmente em ambientes de convivência prolongada. A prova tuberculínica (PPD) é a ferramenta diagnóstica mais utilizada para identificar a ITBL. Em contatos de casos de TB bacilífera, uma induração de 5mm ou mais é considerada positiva, indicando infecção. É crucial diferenciar este critério dos 10mm ou 15mm usados em outras populações. A radiografia de tórax é importante para excluir doença ativa antes de iniciar o tratamento da ITBL. A fisiopatologia da ITBL envolve a contenção do Mycobacterium tuberculosis pelo sistema imune, sem manifestação clínica da doença. O tratamento da ITBL visa prevenir a progressão para a doença ativa. As opções terapêuticas incluem isoniazida por 6 a 9 meses ou rifampicina por 4 meses. A rifampicina é frequentemente preferida devido à sua menor duração e boa tolerabilidade, o que pode melhorar a adesão. A decisão de tratar deve considerar a idade do contato, o resultado do PPD e a presença de fatores de risco adicionais (ex: imunossupressão, idade < 5 anos). O acompanhamento é essencial para monitorar a adesão e os efeitos adversos dos medicamentos. A educação do paciente sobre a importância do tratamento e a prevenção da TB é um pilar do manejo.
Em contatos domiciliares de pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera, a prova tuberculínica (PPD) é considerada positiva quando a induração é igual ou superior a 5mm, independentemente da idade ou estado vacinal, devido ao alto risco de infecção.
As principais opções de tratamento para ITBL em adultos incluem isoniazida diária por 6 a 9 meses, ou rifampicina diária por 4 meses. A escolha depende da tolerância do paciente, interações medicamentosas e adesão esperada ao tratamento.
A irmã não precisa de tratamento porque sua prova tuberculínica (PPD) resultou em 4mm de induração. Em contatos de tuberculose, o PPD é considerado positivo a partir de 5mm. Portanto, um resultado de 4mm é negativo neste contexto, indicando que ela não está infectada ou não há evidência de infecção latente que justifique tratamento.
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