UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, agente causador da tuberculose (TB). Para a erradicação da TB, é imprescindível aumentar o rastreio, diagnóstico e tratamento da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), reduzindo o risco de adoecimento (Fonte: Brasil. Ministério da Saúde, Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil 2018). Sobre a condição clínica abordada (ILTB), assinale a alternativa correta, segundo recomendações nacionais:
ILTB: Diabéticos, tabagistas (>1 maço/dia), renais dialíticos → tratar se PPD >10mm ou IGRA+.
O tratamento da Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) é crucial para a erradicação da tuberculose. Grupos de risco específicos, como diabéticos, tabagistas pesados e renais dialíticos, têm indicação de tratamento se apresentarem PPD > 10mm ou IGRA positivo, visando reduzir o risco de adoecimento.
A Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para a manutenção da tuberculose (TB) no mundo. Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada, e a erradicação da TB depende fundamentalmente do rastreio, diagnóstico e tratamento eficaz da ILTB, visando reduzir o risco de adoecimento. O Protocolo de Vigilância da ILTB no Brasil (2018) oferece diretrizes claras para essa abordagem. O diagnóstico da ILTB é realizado principalmente pela Prova Tuberculínica (PPD) ou pelos Testes de Liberação de Interferon-Gama (IGRA). A interpretação do PPD varia conforme o grupo de risco, sendo > 5mm para imunocomprometidos e contatos, e > 10mm para outros grupos de risco. O tratamento da ILTB é indicado para prevenir a progressão para TB ativa em indivíduos com maior risco, incluindo pessoas vivendo com HIV, contatos domiciliares de TB, transplantados, usuários de imunobiológicos, silicóticos, e, conforme a questão, diabéticos, tabagistas (>1 maço/dia) e renais dialíticos, se a prova tuberculínica for > 10mm ou IGRA positivo. Os esquemas de tratamento disponíveis no Brasil incluem Isoniazida por 6 ou 9 meses, Rifampicina por 4 meses, e esquemas mais curtos como Isoniazida + Rifapentina por 3 meses, que estão sendo implementados. A escolha do esquema depende de fatores como idade, comorbidades, interações medicamentosas e perfil de resistência. A notificação da ILTB não é compulsória, mas o monitoramento é essencial para o controle da doença.
Os principais métodos diagnósticos para ILTB são a Prova Tuberculínica (PPD), que mede a resposta imune celular à tuberculina, e os Testes de Liberação de Interferon-Gama (IGRA), que detectam a liberação de IFN-γ por linfócitos T em resposta a antígenos específicos do M. tuberculosis.
Além de contatos de casos de tuberculose ativa e imunocomprometidos (PVHIV, transplantados), pacientes com diabetes, tabagismo (>1 maço/dia), doença renal crônica em diálise, silicose e aqueles que iniciarão terapia imunossupressora têm indicação de tratamento se apresentarem PPD > 10mm ou IGRA positivo.
Atualmente, o Brasil dispõe de esquemas com Isoniazida (6 ou 9 meses) e Rifampicina (4 meses), além de esquemas mais curtos como Isoniazida + Rifapentina (3 meses, ainda em implementação mais ampla). A escolha depende de fatores como idade, comorbidades e interações medicamentosas.
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