UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Pré-escolar do sexo feminino, 4 anos, contactante domiciliar do pai com tuberculose pulmonar confirmada há 2 semanas, comparece com a mãe à consulta pediátrica na UBS para avaliação. Após anamnese detalhada e exame físico completo, o pediatra constata a ausência de sinais/sintomas de doença ativa. Diante do quadro exposto, o pediatra deverá:
Criança contactante TB sem sintomas: Excluir TB ativa (RX), se PT ≥ 5mm ou IGRA positivo, tratar infecção latente.
Em crianças contactantes de tuberculose, a prioridade é excluir a doença ativa. Se não houver sinais ou sintomas, a investigação prossegue com RX de tórax e teste de infecção latente (PT ou IGRA). Um resultado positivo (PT ≥ 5mm ou IGRA positivo) indica a necessidade de tratamento para infecção latente, prevenindo a progressão para doença ativa.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, especialmente em países com alta carga da doença. Crianças são particularmente vulneráveis à infecção e à progressão para doença ativa, especialmente as menores de 5 anos, devido à imaturidade do sistema imunológico. A identificação e o manejo de crianças contactantes de casos de TB pulmonar são fundamentais para o controle da doença. Ao avaliar uma criança contactante sem sintomas, a primeira prioridade é descartar a doença ativa. Isso envolve uma avaliação clínica rigorosa e um raio-X de tórax. Se a doença ativa for excluída, a próxima etapa é investigar a infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Os métodos diagnósticos para ILTB incluem a Prova Tuberculínica (PT), também conhecida como PPD, e o Ensaio de Liberação de Interferon Gama (IGRA). Em contactantes, uma PT com enduração ≥ 5mm ou um IGRA positivo são considerados indicativos de infecção, mesmo na presença de vacinação BCG prévia. O tratamento da ILTB em crianças é essencial para prevenir o desenvolvimento da doença ativa. Os esquemas terapêuticos variam, mas geralmente incluem isoniazida por 6 a 9 meses ou esquemas mais curtos com rifampicina ou combinações. A adesão ao tratamento é vital. Residentes em pediatria e medicina da família devem estar aptos a conduzir essa investigação e iniciar o tratamento adequado, contribuindo para a saúde pública e a redução da morbimortalidade por TB infantil.
A primeira etapa é excluir a presença de doença tuberculosa ativa. Isso é feito através de anamnese detalhada, exame físico completo e, obrigatoriamente, um raio-X de tórax para investigar lesões pulmonares sugestivas de tuberculose ativa.
Após a exclusão de doença ativa, a PT ou o IGRA são indicados para detectar a infecção latente pelo M. tuberculosis. Em contactantes, uma PT com enduração ≥ 5mm ou um IGRA positivo são considerados indicativos de infecção e requerem tratamento.
O tratamento da infecção latente é crucial para prevenir a progressão da infecção para a doença tuberculosa ativa, especialmente em crianças pequenas, que têm um risco maior de desenvolver formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa.
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