Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Uma paciente de sessenta anos de idade encontra-se em tratamento de artrite reumatoide, com programação de receber medicação imunobiológica. Realizou, a pedido do médico reumatologista, a prova tuberculínica (PPD), cujo resultado reator foi de 12 mm. Diante do resultado, ouviu de uma pessoa estranha que estava sentada na sala de espera e tinha PPD reator no antebraço que ela estava com tuberculose, precisaria de ficar isolada e teria de tomar quatro remédios por seis meses. Mesmo estando assintomática, sem tosse, sem expectoração, afebril e sem perda ponderal e tendo realizado radiografia de tórax recente, sem alterações pulmonares, ficou preocupada e procurou atendimento. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta quanto à análise do quadro e à conduta adequada a ser tomada para a paciente.
PPD reator em imunossuprimido sem sintomas/RX alterado → ILTB, tratar com isoniazida por 9 meses.
Um PPD reator (≥ 5 mm em imunossuprimidos) em paciente assintomático e com radiografia de tórax normal indica Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Antes de iniciar imunobiológicos, o tratamento da ILTB é mandatório para prevenir reativação, sendo a isoniazida por 9 meses a conduta padrão.
A Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um estado em que o indivíduo está infectado pela bactéria, mas não apresenta sintomas da doença ativa, nem evidências radiológicas ou microbiológicas de tuberculose. O diagnóstico é feito por meio da prova tuberculínica (PPD) ou testes de liberação de interferon-gama (IGRA). Em pacientes imunocomprometidos, como aqueles com artrite reumatoide que farão uso de imunobiológicos, um PPD ≥ 5 mm é considerado reator. A importância do rastreamento e tratamento da ILTB nesses pacientes é crítica. Medicamentos imunobiológicos, especialmente os inibidores de TNF-alfa, aumentam substancialmente o risco de reativação da tuberculose latente para a forma ativa, que pode ser grave e ter alta morbimortalidade. Portanto, a profilaxia da tuberculose é uma etapa obrigatória antes do início da terapia imunossupressora. A conduta para a paciente do caso, que tem um PPD reator (12 mm) e radiografia de tórax normal, sem sintomas de tuberculose ativa, é o tratamento da ILTB. O esquema mais comum e eficaz é a isoniazida diária por 9 meses. É fundamental que o tratamento seja concluído antes do início dos imunobiológicos para minimizar o risco de reativação. A paciente não necessita de isolamento, pois não possui tuberculose ativa.
A ILTB é caracterizada por um PPD reator ou IGRA positivo em um indivíduo assintomático, com radiografia de tórax normal e sem evidência clínica ou laboratorial de doença ativa. A Tuberculose Doença apresenta sintomas, alterações radiológicas e/ou cultura positiva.
O rastreamento e tratamento da ILTB são cruciais antes de iniciar imunobiológicos (como os anti-TNF), pois esses medicamentos aumentam significativamente o risco de reativação da tuberculose latente para a forma ativa, que pode ser grave e disseminada.
O tratamento padrão para ILTB, especialmente em pacientes que iniciarão imunobiológicos, é a isoniazida diária por 9 meses. Outras opções incluem rifampicina por 4 meses ou isoniazida e rifapentina semanalmente por 3 meses.
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