HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
A situação que representa maior risco para câncer de colo uterino é:
Infecção persistente por HPV de alto risco → principal fator etiológico câncer colo uterino.
A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente por tipos de alto risco (como 16 e 18), é a causa primária do câncer de colo uterino. Embora outros fatores como tabagismo e uso prolongado de contraceptivos orais sejam co-fatores, eles não são a causa direta e principal como o HPV.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que afeta o colo do útero, sendo a quarta causa de câncer e morte por câncer em mulheres no mundo. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade e na possibilidade de prevenção primária e secundária eficaz. A compreensão dos fatores de risco é crucial para a saúde pública e a prática médica. A fisiopatologia do câncer de colo uterino está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos de Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. O vírus integra seu DNA ao genoma da célula hospedeira, desregulando o ciclo celular e promovendo a proliferação descontrolada. O diagnóstico precoce é feito principalmente através do rastreamento citopatológico (Papanicolau), que detecta lesões pré-malignas (NIC). O tratamento varia conforme o estágio da doença, podendo incluir conização, histerectomia, radioterapia e quimioterapia. A vacinação contra o HPV é a principal medida de prevenção primária, enquanto o rastreamento regular permite a detecção e tratamento de lesões precursoras, melhorando significativamente o prognóstico.
Os tipos de HPV 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino, sendo considerados de alto risco oncogênico.
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco pode causar alterações nas células do colo uterino, levando ao desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas (NIC) que, se não tratadas, podem progredir para câncer invasivo.
A prevenção primária inclui a vacinação contra o HPV e o uso de preservativos. A prevenção secundária envolve o rastreamento citopatológico (Papanicolau) para detecção precoce de lesões.
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