Co-infecção HIV/Tuberculose: Manejo e Prioridades

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019

Enunciado

Um jovem de 25 anos é atendido na UPA com queixas de febre vespertina e tosse produtiva há 1 mês. Perdeu 8 Kg em três meses. Apresenta-se consciente e orientado ao exame, palidez cutâneo mucosa ++/4, sem adenomegalias. Cavidade oral com candidíase, Ausculta pulmonar com roncos em 1/3 médio à direita. FC = 90 bpm, PA = 120x80mmHg. O médico solicita baciloscopia do escarro que é positiva e teste rápido para HIV que é reagente. O manejo correto desse paciente prevê:

Alternativas

  1. A)  internação para investigar outras infecções oportunistas.
  2. B)  início da TARV conforme resultados da contagem de CD4 e carga viral.
  3. C) prescrição do RHZE e início da TARV com Tenofovir / Lamivudina / Dolutegravir. 
  4. D) solicitar contagem de CD4 e carga viral e só depos iniciar TARV.
  5. E) orientação sobre a co-infecção HIV/ tuberculose e prescrição do RHZE.

Pérola Clínica

Co-infecção HIV/TB → Iniciar tratamento TB (RHZE) imediatamente, seguido pela TARV (após 2-8 semanas) para evitar SIRA.

Resumo-Chave

O manejo correto da co-infecção HIV/Tuberculose ativa exige o início imediato do tratamento para tuberculose (esquema RHZE). A Terapia Antirretroviral (TARV) deve ser iniciada posteriormente, geralmente entre 2 a 8 semanas após o início do tratamento da TB, para reduzir o risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRA).

Contexto Educacional

A co-infecção por HIV e Tuberculose (TB) é um desafio de saúde pública global, sendo a TB a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. Pacientes com HIV têm maior risco de desenvolver TB ativa, apresentando sintomas como febre vespertina, tosse produtiva, perda ponderal e sudorese noturna. A candidíase oral é um sinal comum de imunossupressão. O diagnóstico da TB é confirmado pela baciloscopia de escarro positiva. Uma vez diagnosticada a TB ativa em um paciente com HIV, o manejo correto é crucial. O tratamento da tuberculose deve ser iniciado imediatamente com o esquema RHZE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol). A Terapia Antirretroviral (TARV) deve ser introduzida após o início do tratamento da TB, geralmente entre 2 a 8 semanas, para evitar a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRA), uma exacerbação paradoxal dos sintomas da TB devido à recuperação imune. A orientação do paciente sobre a co-infecção e a adesão aos tratamentos são fundamentais para o sucesso terapêutico e a prevenção de resistência.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade no tratamento da co-infecção HIV/Tuberculose ativa?

A prioridade é iniciar o tratamento da tuberculose ativa imediatamente com o esquema RHZE. A Terapia Antirretroviral (TARV) deve ser introduzida posteriormente para otimizar os resultados e minimizar riscos.

Quando a TARV deve ser iniciada em pacientes com co-infecção HIV/Tuberculose?

A TARV geralmente é iniciada entre 2 a 8 semanas após o início do tratamento da tuberculose, para reduzir o risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRA), uma complicação importante.

O que é o esquema RHZE e para que serve?

O esquema RHZE refere-se à combinação de Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol, medicamentos de primeira linha para o tratamento da tuberculose, visando a cura e prevenção de resistência.

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