Infecção Gonocócica Disseminada: Manejo e Tratamento

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

Para o manejo das IST sintomáticas devem ser seguidas condutas baseadas em fluxogramas do PCDT (MS, 2020). Entre essas indicações terapêuticas indicadas para as principais IST está:

Alternativas

  1. A) Para o tratamento da uretrite sem identificação do agente etiológico deve ser utilizado ciprofloxacino 500mg (1 comprimido, VO, dose única) MAIS Azitromicina 500mg (2 comprimidos, VO, dose única).
  2. B) Na uretrite por clamídia pode ser utilizada Azitromicina 500mg (2 comprimidos, VO, dose única) associada a Doxiciclina 100mg (1 comprimido, VO, 2x/dia, por 7 dias).
  3. C) Como esquema alternativo para Infecção gonocócica disseminada (exceto meningite e endocardite) está indicada o uso de Ceftriaxona 1g (IM ouIV ao dia, completando ao menos 7 dias de tratamento) MAIS Azitromicina 500mg (2comprimidos, VO, dose única).
  4. D) Na gestação, o tratamento do primeiro episódio deve ocorrer após o primeiro trimestre da gestação, utilizando o mesmo esquema de outras populações.
  5. E) O Linfogranuloma venéreo (LGV) pode ser tratado com esquema alternativo com azitromicina 500mg (2 comprimidos, VO, por 7 dias).

Pérola Clínica

Infecção gonocócica disseminada (não SNC/endocardite) → Ceftriaxona 1g/dia IV/IM (7d) + Azitromicina 1g VO DU.

Resumo-Chave

O manejo das ISTs sintomáticas segue fluxogramas específicos do PCDT, que detalham esquemas terapêuticos para diferentes apresentações e agentes. A gonorreia disseminada requer tratamento sistêmico prolongado, e a associação com azitromicina visa cobrir possíveis coinfecções por Chlamydia trachomatis.

Contexto Educacional

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um grave problema de saúde pública, com alta prevalência e potencial de complicações sérias se não tratadas adequadamente. O Ministério da Saúde, através do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), orienta o manejo sindrômico e etiológico das ISTs sintomáticas, visando a eficácia terapêutica e a interrupção da cadeia de transmissão. A compreensão desses fluxogramas é crucial para residentes e profissionais de saúde. A infecção gonocócica disseminada é uma complicação rara, mas grave, da infecção por Neisseria gonorrhoeae, que ocorre quando a bactéria se espalha pela corrente sanguínea. As manifestações clínicas mais comuns incluem artrite-dermatite (poliartralgia, tenossinovite e lesões cutâneas) e, menos frequentemente, meningite ou endocardite. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir sequelas. O tratamento da infecção gonocócica disseminada (exceto meningite e endocardite) difere da gonorreia não complicada, exigindo um esquema sistêmico e prolongado. A recomendação atual do PCDT é Ceftriaxona 1g, administrada por via intramuscular ou intravenosa, uma vez ao dia, por pelo menos 7 dias, associada a Azitromicina 1g por via oral em dose única. A Azitromicina é incluída para cobrir a coinfecção por Chlamydia trachomatis, que é frequente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da infecção gonocócica disseminada?

A infecção gonocócica disseminada pode apresentar-se com artrite-dermatite (poliartralgia, tenossinovite, lesões cutâneas pustulosas ou hemorrágicas) ou, menos frequentemente, como meningite ou endocardite. Febre e calafrios são comuns.

Qual o esquema terapêutico recomendado para infecção gonocócica disseminada (exceto SNC/endocardite)?

O esquema recomendado é Ceftriaxona 1g IM ou IV ao dia, por pelo menos 7 dias, associada a Azitromicina 1g VO em dose única para cobrir possível coinfecção por Chlamydia trachomatis.

Por que a Azitromicina é frequentemente associada no tratamento de ISTs, mesmo sem confirmação de clamídia?

A Azitromicina é associada para cobrir a coinfecção por Chlamydia trachomatis, que é comum em pacientes com gonorreia. O tratamento empírico para ambos os agentes é uma estratégia do manejo sindrômico para otimizar a eficácia.

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