Infecção por Candida em Queimaduras: Oportunismo Fúngico

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2016

Enunciado

Nas queimaduras, qual é o organismo oportunista mais frequentemente encontrado? 

Alternativas

  1. A) Phycomycetes
  2. B) Candida sp
  3. C) Aspergillus
  4. D) Herpes

Pérola Clínica

Queimaduras graves → imunossupressão → Candida sp é o fungo oportunista mais comum.

Resumo-Chave

Pacientes queimados sofrem de uma profunda imunossupressão, tornando-os suscetíveis a infecções oportunistas. Entre os fungos, a Candida sp é a mais prevalente, podendo levar a infecções superficiais ou invasivas, com alta morbimortalidade.

Contexto Educacional

Pacientes com queimaduras graves representam um grupo de alto risco para infecções, devido à perda da barreira cutânea, à resposta inflamatória sistêmica e à imunossupressão profunda. A infecção é a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes, e a identificação dos patógenos mais comuns é crucial para o manejo adequado. A Candida sp é o fungo oportunista mais frequentemente isolado em pacientes queimados, especialmente em queimaduras de segundo e terceiro graus extensas. A colonização da ferida pode progredir para infecção invasiva e sepse fúngica, com taxas de mortalidade elevadas. Fatores como o uso de antibióticos de amplo espectro, cateteres venosos centrais e a gravidade da queimadura contribuem para a proliferação e invasão fúngica. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo com antifúngicos sistêmicos são fundamentais. A profilaxia antifúngica pode ser considerada em pacientes de muito alto risco. A vigilância microbiológica contínua e a remoção de fontes de infecção, como cateteres e tecidos desvitalizados, são componentes essenciais da estratégia de controle de infecções em unidades de queimados.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para infecção fúngica em queimados?

A extensão e profundidade da queimadura, a presença de imunossupressão, o uso prolongado de antibióticos de largo espectro e a presença de cateteres venosos centrais aumentam o risco de infecções fúngicas em pacientes queimados.

Como é feito o diagnóstico de candidíase invasiva em pacientes queimados?

O diagnóstico é desafiador e envolve a cultura de tecidos da ferida, hemoculturas, exames de imagem e marcadores séricos como beta-D-glucana. A biópsia de tecidos profundos é frequentemente necessária.

Qual a conduta terapêutica para candidíase em queimados?

O tratamento envolve antifúngicos sistêmicos, como equinocandinas ou fluconazol, dependendo da gravidade e da espécie de Candida. A remoção de cateteres infectados e o desbridamento da ferida são cruciais.

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