UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
A infecção pelos vírus da herpes simples tipos 1 e 2 é extremamente comum em mulheres na idade fértil. Estima-se que sua prevalência aproxime-se de 70% em gestantes. Sobre a infecção fetal por essa patologia, assinale a alternativa correta.
Primoinfecção materna por HSV → ↑↑ risco de infecção fetal/neonatal grave.
A infecção primária materna pelo vírus da herpes simples (HSV) durante a gestação, especialmente no terceiro trimestre, está associada a um risco significativamente maior de transmissão vertical e infecção fetal ou neonatal grave, em comparação com as reativações maternas. Isso ocorre porque na primoinfecção, a mãe ainda não desenvolveu anticorpos protetores, resultando em uma viremia mais prolongada e maior carga viral.
A infecção pelo vírus da herpes simples (HSV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns, com alta prevalência em mulheres em idade fértil. Durante a gestação, a infecção por HSV representa um risco significativo para o feto e o neonato, sendo a infecção neonatal por HSV uma condição grave com alta morbidade e mortalidade. A transmissão vertical pode ocorrer in utero (rara), intraparto (mais comum) ou pós-parto. A maioria dos casos de herpes neonatal resulta da exposição ao vírus no canal de parto. O risco de transmissão vertical e a gravidade da infecção fetal/neonatal são significativamente maiores quando a gestante apresenta uma primoinfecção por HSV durante a gravidez, especialmente no terceiro trimestre. Isso se deve à ausência de anticorpos maternos protetores que poderiam ser transferidos ao feto. Em contraste, as reativações maternas, embora ainda representem um risco se houver lesões ativas no parto, geralmente conferem um risco menor de transmissão devido à presença de anticorpos maternos. A conduta obstétrica é crucial para prevenir a infecção neonatal. A indicação de via de parto cesariana é mandatória em casos de lesões herpéticas genitais ativas ou sintomas prodrômicos no momento do trabalho de parto ou ruptura de membranas. A supressão antiviral profilática no final da gestação (a partir de 36 semanas) é recomendada para gestantes com histórico de herpes genital recorrente, a fim de reduzir a frequência de lesões ativas no parto e, consequentemente, a necessidade de cesariana.
O principal risco é a infecção neonatal por HSV, que pode ser grave e potencialmente fatal, causando doença disseminada, encefalite ou doença mucocutânea. A transmissão ocorre principalmente durante o parto, pelo contato do neonato com lesões genitais maternas ativas.
A primoinfecção materna é mais perigosa porque a mãe não possui anticorpos protetores pré-existentes, resultando em uma viremia mais prolongada e maior carga viral, o que aumenta significativamente o risco de transmissão vertical e de infecção fetal ou neonatal grave.
A cesariana é indicada em gestantes com herpes genital quando há lesões herpéticas ativas (úlceras, vesículas) ou sintomas prodrômicos (dor, prurido) no momento do trabalho de parto ou ruptura de membranas, para evitar o contato do neonato com o vírus no canal de parto.
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