Infecção de Esternotomia: Agente Etiológico Comum Pós-Cirurgia Cardíaca

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente diabético de 59 anos, submetido a uma cirurgia cardíaca desenvolve eritema, edema e secreção purulenta em esternotomia, duas semanas após o procedimento. O agente etiológico mais comum associado a essa condição é

Alternativas

  1. A) Candida albicans
  2. B) Streptococcus pyogenes
  3. C) Escherichia coli
  4. D) Staphylococcus aureus
  5. E) Pseudomonas aeruginosa

Pérola Clínica

Infecção de esternotomia pós-cirurgia cardíaca → Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais comum.

Resumo-Chave

Infecções do sítio cirúrgico, especialmente a mediastinite após esternotomia em cirurgias cardíacas, são complicações graves. O Staphylococcus aureus, tanto o sensível quanto o resistente à meticilina (MRSA), é o patógeno mais frequentemente isolado, exigindo cobertura antibiótica adequada.

Contexto Educacional

A infecção de esternotomia, que pode evoluir para uma mediastinite, é uma complicação devastadora da cirurgia cardíaca, associada a alta morbidade e mortalidade. Embora sua incidência seja relativamente baixa (1-5%), o impacto clínico e econômico é substancial. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, como eritema, edema, secreção purulenta e febre, é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a contaminação da ferida cirúrgica, geralmente durante o procedimento ou no pós-operatório imediato. Fatores de risco como diabetes (presente no paciente do enunciado), obesidade, tempo cirúrgico prolongado e imunossupressão aumentam a suscetibilidade. O agente etiológico mais comum, de longe, é o Staphylococcus aureus, tanto o sensível à meticilina (MSSA) quanto o resistente (MRSA), seguido por Staphylococcus epidermidis e bacilos Gram-negativos. O tratamento envolve desbridamento cirúrgico agressivo, remoção de material protético infectado (se aplicável) e antibioticoterapia prolongada, guiada por culturas. A profilaxia antibiótica pré-operatória e o controle rigoroso da glicemia em diabéticos são medidas essenciais para reduzir o risco dessas infecções. O prognóstico depende da extensão da infecção, da rapidez do diagnóstico e da adequação do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para infecção de esternotomia após cirurgia cardíaca?

Fatores de risco incluem diabetes mellitus, obesidade, doença pulmonar obstrutiva crônica, uso prolongado de esteroides, reoperação, tempo cirúrgico prolongado e técnica cirúrgica inadequada.

Quais são os sinais e sintomas de uma infecção de esternotomia?

Os sinais e sintomas incluem eritema, edema, dor, calor local, secreção purulenta na ferida cirúrgica, febre, calafrios e instabilidade esternal.

Qual a importância do Staphylococcus aureus como agente etiológico nessas infecções?

O Staphylococcus aureus é o patógeno mais prevalente, responsável por grande parte das infecções de esternotomia, incluindo casos de mediastinite. Sua virulência e a possibilidade de resistência à meticilina (MRSA) tornam a escolha do antibiótico um desafio.

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