Pé Diabético Infectado: Sinais de Alerta para Hospitalização

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021

Enunciado

P; 62 anos, diabético em uso de insulina, tabagista, passado de claudicação intermitente, vem à consulta por apresentar dor associada à presença de úlcera no pé direito. Ao avaliar o paciente, quais fatores indicam a necessidade de tratamento hospitalar?

Alternativas

  1. A) Febre, úlcera profunda com exsudato purulento.
  2. B) Úlcera superficial sem comprometimento articular.
  3. C) Excesso de queratina nas bordas da lesão, diminuição da sensibilidade vibratória em ambos membros inferiores.
  4. D) Parestesias no pé, pulsos pedioso e tibial posterior palpáveis.

Pérola Clínica

Pé diabético com febre + úlcera profunda/purulenta → internação e tratamento agressivo.

Resumo-Chave

A presença de febre e uma úlcera profunda com exsudato purulento em um paciente diabético com pé diabético são sinais de infecção grave, indicando a necessidade de tratamento hospitalar imediato. Isso visa prevenir a progressão para sepse, osteomielite ou amputação, exigindo antibioticoterapia intravenosa e desbridamento.

Contexto Educacional

O pé diabético é uma complicação crônica grave do diabetes mellitus, resultante da combinação de neuropatia (sensorial, motora e autonômica) e doença arterial periférica. Essas condições levam à perda da sensibilidade protetora, deformidades e isquemia, tornando o pé suscetível a traumas e infecções, que podem evoluir rapidamente para úlceras e, em casos graves, para amputações. A avaliação de uma úlcera no pé diabético deve ser minuciosa, buscando sinais de infecção e isquemia. Fatores que indicam a necessidade de tratamento hospitalar incluem a presença de sinais sistêmicos de infecção, como febre, calafrios ou leucocitose, e sinais locais de infecção grave, como celulite extensa, abscesso, exsudato purulento abundante, ou suspeita de osteomielite (úlcera profunda que expõe osso ou articulação). O manejo hospitalar de uma infecção grave no pé diabético envolve uma abordagem multidisciplinar. Isso inclui antibioticoterapia intravenosa empírica de amplo espectro, que deve ser ajustada após os resultados das culturas, desbridamento cirúrgico do tecido necrótico e infectado, avaliação e revascularização se houver isquemia significativa, e controle rigoroso da glicemia. A intervenção precoce e agressiva é fundamental para preservar o membro e a vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do pé diabético?

Os principais fatores de risco incluem neuropatia diabética (sensorial, motora e autonômica), doença arterial periférica, deformidades nos pés, história prévia de úlceras ou amputações, e controle glicêmico inadequado.

Quando uma úlcera no pé diabético requer internação hospitalar?

A internação é indicada para úlceras com sinais de infecção sistêmica (febre, calafrios, leucocitose), infecção profunda (abscesso, osteomielite), celulite extensa, isquemia crítica, ou falha do tratamento ambulatorial. Úlceras com exsudato purulento e febre são um sinal claro de gravidade.

Qual a abordagem inicial para uma infecção grave no pé diabético?

A abordagem inicial inclui internação, coleta de culturas (secreção e/ou tecido), antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via intravenosa, desbridamento cirúrgico da úlcera e avaliação da perfusão vascular. O controle glicêmico também é fundamental.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo