SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Homem de 35 anos com história de hepatite há um ano. O médico assistente solicitou exames para hepatite A, B e C, cujos resultados foram os seguintes: Anti-HBc IgG = positivo / HBsAg = positivo / HBeAg = positivo / DNA HBV = 2.008.545 UI/mL / ALT = 35 U/mL (VR: < 40 UI/mL) / Anti-HAV IgG = positivo / Anti-HAV IgM = negativo / Anti-HCV = negativo. Após seis meses, os exames foram repetidos e apresentaram: HBsAg = positivo / HBeAg = positivo / DNA HBV = 108 UI/mL / ALT = 38 U/mLQual é o diagnóstico do paciente?
Hepatite B crônica: HBsAg+, HBeAg+, DNA HBV alto, ALT normal = fase de imunotolerância/infecção crônica sem inflamação.
O paciente apresenta HBsAg positivo por mais de 6 meses, caracterizando infecção crônica. A presença de HBeAg positivo e DNA HBV detectável indica replicação viral. No entanto, com ALT persistentemente normal, mesmo com carga viral alta, o quadro sugere uma fase de infecção crônica (anteriormente chamada de imunotolerância), onde há replicação viral sem inflamação hepática significativa.
A infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV) é um problema de saúde global, podendo evoluir para cronicidade em uma parcela significativa dos pacientes, especialmente se adquirida na infância. A história natural da infecção crônica por HBV é complexa e envolve diferentes fases, que são cruciais para o diagnóstico, prognóstico e decisão terapêutica. A interpretação correta dos marcadores sorológicos e bioquímicos é fundamental para o manejo desses pacientes. As fases da infecção crônica por HBV incluem a fase de imunotolerância (HBsAg+, HBeAg+, DNA HBV alto, ALT normal), fase de hepatite HBeAg positiva (HBsAg+, HBeAg+, DNA HBV alto, ALT elevada), fase de portador inativo (HBsAg+, Anti-HBe+, DNA HBV indetectável ou baixo, ALT normal) e fase de hepatite HBeAg negativa (HBsAg+, Anti-HBe+, DNA HBV detectável, ALT elevada). O caso apresentado, com HBsAg e HBeAg positivos, DNA HBV elevado e ALT normal, se encaixa na fase de infecção crônica sem inflamação hepática atual, anteriormente conhecida como fase de imunotolerância. O acompanhamento desses pacientes envolve monitoramento regular da carga viral do HBV, HBeAg, HBsAg e ALT, além de exames de imagem para rastreamento de cirrose e hepatocarcinoma. A decisão de iniciar o tratamento antiviral depende da fase da doença, níveis de ALT, carga viral e presença de fibrose hepática.
A infecção crônica por Hepatite B é caracterizada pela presença de HBsAg positivo por mais de seis meses, geralmente acompanhada de Anti-HBc IgG positivo.
HBeAg positivo indica replicação viral ativa e alta infectividade. Pacientes HBeAg positivos podem estar na fase de imunotolerância ou na fase de hepatite HBeAg positiva.
Níveis elevados de ALT indicam inflamação e dano hepático. Níveis normais de ALT, mesmo com alta carga viral, sugerem uma fase de infecção crônica sem inflamação significativa (imunotolerância ou portador inativo).
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