Infecção de Cateter de Diálise: Quando Retirar o Dispositivo?

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Considere um paciente em uso de cateter de longa permanência após iniciar tratamento dialítico. O germe isolado em culturas que menos indica retirada imediata deste cateter é o:

Alternativas

  1. A) Pseudomonas spp.
  2. B) Enterococus.
  3. C) Candida spp.
  4. D) Microorganismo multirresistente.

Pérola Clínica

Candida, Pseudomonas e S. aureus → Retirada imediata. Enterococcus → Tentativa de salvamento possível.

Resumo-Chave

Infecções por fungos e germes Gram-negativos virulentos (como Pseudomonas) exigem remoção do dispositivo devido à alta taxa de falha e formação de biofilme.

Contexto Educacional

O manejo de infecções em cateteres de longa permanência (tunelizados) em pacientes renais crônicos exige um equilíbrio entre a preservação do acesso vascular e o controle do foco infeccioso. As diretrizes do IDSA e da KDOQI recomendam a remoção baseada no patógeno isolado e na estabilidade clínica. Enquanto germes de baixa virulência permitem o tratamento conservador, patógenos como Pseudomonas e Candida possuem mecanismos de adesão e formação de biofilme que tornam a erradicação impossível sem a remoção do corpo estranho. O Enterococcus, embora exija tratamento vigoroso, não é uma indicação absoluta de retirada imediata se o paciente estiver clinicamente estável.

Perguntas Frequentes

Quais germes obrigam a retirada imediata do cateter?

A retirada imediata é mandatória em infecções por Candida spp (fungos), Staphylococcus aureus, Pseudomonas spp, micobactérias não tuberculosas e germes multirresistentes. Nessas situações, a persistência do biofilme impede a cura apenas com antibioticoterapia sistêmica.

É possível salvar o cateter em infecção por Enterococcus?

Sim. Diferente do S. aureus ou Pseudomonas, infecções por Enterococcus ou Estafilococos coagulase-negativos em pacientes estáveis podem ser inicialmente tratadas com antibioticoterapia sistêmica e 'antibiotic lock' na tentativa de preservar o acesso, desde que não haja sinais de infecção do túnel ou óstio.

Quais as complicações de manter um cateter infectado?

A manutenção de um foco infeccioso intravascular pode levar a choque séptico, endocardite infecciosa, osteomielite, artrite séptica e abscessos metastáticos, além de aumentar a mortalidade do paciente em diálise.

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