Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Algumas horas após a admissão na unidade de terapia intensiva, um homem de 56 anos com pancreatite necrotizante desenvolveu hipotensão arterial. Sua pressão arterial é de 80/50 mmHg, com indicação de vasopressores. Um cateter venoso central foi colocado. Qual das alternativas a seguir têm maior probabilidade de diminuir o risco de complicações desse procedimento?
Preparação da pele com clorexidine é medida essencial para reduzir infecção associada a cateter venoso central.
A antissepsia da pele com clorexidine alcoólico é uma das intervenções mais eficazes no 'bundle' de prevenção de infecções de corrente sanguínea relacionadas a cateter venoso central (IPCSL-CVC), diminuindo significativamente o risco de complicações infecciosas.
O cateter venoso central (CVC) é um dispositivo essencial na prática médica, utilizado para administração de medicamentos, fluidos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica e hemodiálise. No entanto, seu uso está associado a um risco significativo de complicações, sendo a infecção de corrente sanguínea associada ao cateter (IPCSL-CVC) uma das mais graves e preveníveis. A prevenção de IPCSL-CVC é uma prioridade em unidades de terapia intensiva e envolve a adesão a um conjunto de práticas baseadas em evidências, conhecido como 'bundle do CVC'. Este bundle inclui a higiene rigorosa das mãos, a antissepsia da pele com clorexidine alcoólico (que demonstrou ser superior a outros agentes), o uso de barreiras de proteção máximas durante a inserção (gorro, máscara, óculos, avental estéril, campo estéril grande), a escolha do local de inserção menos propenso à infecção (veia subclávia preferencialmente) e a remoção precoce do cateter quando não mais necessário. Outras medidas, como a antibioticoprofilaxia rotineira, a troca programada do cateter ou a anticoagulação profilática, não são recomendadas universalmente para a prevenção de IPCSL-CVC e podem, inclusive, trazer mais riscos do que benefícios. A adesão estrita ao bundle e a educação contínua da equipe são fundamentais para reduzir a incidência dessas infecções e melhorar os desfechos dos pacientes.
As principais medidas incluem higiene das mãos, antissepsia da pele com clorexidine, uso de barreiras de proteção máximas durante a inserção, escolha do local de inserção e remoção precoce do cateter.
O clorexidine tem amplo espectro de ação antimicrobiana, efeito residual prolongado e é mais eficaz que o iodopovidona na redução da carga bacteriana da pele, diminuindo o risco de infecção.
As complicações incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, arritmias, trombose venosa, e a mais comum e grave, a infecção de corrente sanguínea associada ao cateter.
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