MRSA em Infecção de Cateter: Tratamento com Vancomicina

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente, 18 anos, é admitido na Emergência de hospital público devido a infarto agudo do miocárdio. No sexto dia de internação, apresenta febre de 38°C e leucometria de 14500/mm3, com 8% de bastões. Ao exame físico, é detectada área de hiperemia (halo: 3 cm) em sítio de inserção de cateter vascular profundo. As hemoculturas realizadas como parte da investigação do quadro infeccioso detectam crescimento de Staphylococcus aureus resistente a oxacilina. Dentre os antimicrobianos a seguir, a principal opção terapêutica para o microrganismo detectado é:

Alternativas

  1. A) oxacilina
  2. B) linezolida
  3. C) teicoplanina
  4. D) daptomicina
  5. E) vancomicina

Pérola Clínica

Infecção cateter + MRSA → Vancomicina (primeira linha) ou Linezolida/Daptomicina (alternativas).

Resumo-Chave

A infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter por Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA) é uma condição grave. A vancomicina é o antimicrobiano de primeira escolha para o tratamento de infecções por MRSA, com alternativas como linezolida, daptomicina e teicoplanina.

Contexto Educacional

Infecções de corrente sanguínea relacionadas a cateter (CRBSI) são complicações frequentes e graves em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles com cateteres vasculares profundos. O Staphylococcus aureus é um dos principais patógenos envolvidos, e a emergência de cepas resistentes à oxacilina (MRSA) representa um desafio terapêutico significativo, aumentando a morbidade e mortalidade. O reconhecimento precoce e a escolha correta do antimicrobiano são cruciais. O diagnóstico de CRBSI por MRSA é suspeitado em pacientes com febre e sinais inflamatórios no sítio do cateter, especialmente se houver bacteremia. A confirmação é feita por hemoculturas que isolam Staphylococcus aureus e demonstram resistência à oxacilina. A remoção do cateter infectado é uma medida fundamental para o controle da infecção, sempre que clinicamente possível. A vancomicina é o antibiótico de primeira linha para o tratamento de infecções graves por MRSA, incluindo CRBSI. É um glicopeptídeo que inibe a síntese da parede celular bacteriana. Outras opções incluem linezolida (um oxazolidinona), daptomicina (um lipopeptídeo) e teicoplanina (outro glicopeptídeo), que são consideradas alternativas em casos de intolerância à vancomicina, falha terapêutica ou quando há sensibilidade específica. A monitorização dos níveis séricos de vancomicina é importante para otimizar a eficácia e minimizar a toxicidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter?

Os sinais incluem febre, calafrios, hipotensão, leucocitose e sinais inflamatórios no sítio de inserção do cateter (hiperemia, dor, calor, secreção). O diagnóstico é confirmado por hemoculturas pareadas (do cateter e periférica).

Por que a vancomicina é a primeira escolha para MRSA?

A vancomicina é um glicopeptídeo com excelente atividade contra MRSA e é o antibiótico de primeira linha amplamente utilizado para infecções graves por esse patógeno, especialmente em bacteremias e infecções associadas a cateter.

Quais são as alternativas à vancomicina para o tratamento de MRSA?

As alternativas à vancomicina incluem linezolida, daptomicina e teicoplanina. A escolha depende da sensibilidade do microrganismo, sítio da infecção, função renal do paciente e perfil de efeitos adversos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo