HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Menina, 15 anos, casada com quadro de anemia hemolítica grave submetida a várias transfusões sanguíneas com diagnóstico de Purpura trombocitopênica trombótica (PTT) iniciado tratamento com plasmaferese associado com corticóide com melhora parcial durante internação realizado passagem de CDL (cateter) na veia jugular. Paciente é reinternada após 7 dias de alta com quadro de febre, taquicardia, dispneia, mal estar geral e queda das plaquetas. Ao exame físico: Regular estado geral, emagrecida, PA= 90x60 mmHg, FC= 128bpm. Aparelho cardiovascular: BR taquicardíacas em 2T s sopro Abdomem: Flácido, levemente distendido, indolor a palpação sem visceromegalia Hemograma: HB: 9,9 Leuco: 15. 400 86% segmentados, 15% linfócitos Plaquetas= 53.000/mm. HIPÓTESE DIAGNÓSTICA:
Paciente imunocomprometida com cateter + febre, taquicardia, hipotensão e leucocitose → Infecção de Corrente Sanguínea (Sepse).
Em pacientes com cateter venoso central e condições imunocomprometedoras (como PTT e uso de corticoides), febre, taquicardia, hipotensão e alterações hematológicas são sinais de alerta para infecção de corrente sanguínea, que pode evoluir para sepse.
Infecções de corrente sanguínea (ICS) são complicações graves, especialmente em pacientes imunocomprometidos e com cateteres venosos centrais. A Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e seu tratamento com plasmaferese e corticoides predispõem a um estado de imunossupressão, tornando esses pacientes altamente vulneráveis a infecções. O quadro clínico de febre, taquicardia, dispneia, mal-estar geral e hipotensão, associado a leucocitose com desvio à esquerda e trombocitopenia (que pode ser confundida com a própria PTT, mas aqui é um agravamento), é altamente sugestivo de sepse secundária a uma ICS. A presença de um cateter venoso central (CDL) é um fator de risco significativo para a origem da infecção. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais para o prognóstico. A conduta inclui a coleta de hemoculturas (do cateter e de veia periférica), início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, remoção do cateter se clinicamente indicado e suporte hemodinâmico. A diferenciação de outras condições, como a reativação da PTT, é feita pela presença de sinais infecciosos sistêmicos e marcadores inflamatórios.
Suspeita-se de infecção de corrente sanguínea associada a cateter quando há febre, calafrios ou hipotensão em um paciente com cateter venoso central, sem outra fonte aparente de infecção, e hemoculturas positivas.
A PTT e seu tratamento (plasmaferese, corticoides) podem comprometer o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a infecções, especialmente as relacionadas a cateteres.
A conduta inicial inclui coleta de hemoculturas (do cateter e periféricas), início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, remoção do cateter se houver suspeita forte e suporte hemodinâmico.
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