CMV Congênito: Diagnóstico e Limitações da Sorologia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012

Enunciado

Um recém-nascido de 20 dias de vida é encaminhado para consulta em ambulatório de especialidade com história de icterícia e baixo peso. A genitora não fez exames de pré-natal e informa que seu filho nasceu "de sete meses” e “pequeno para a idade”, ficando internado na UTI após o nascimento. Ao exame físico, o recém-nascido encontrava-se ictérico, com peso abaixo do percentil 3, apresentando microcefalia e hepatoesplenomegalia. Exames: hemograma com plaquetopenia; transaminases elevadas; bilirrubina total de 15 mg/dL (valor de referência < 1,3 mg/dL) e bilirrubina direta de 8 mg/dL (valor de referência < 0,4 mg/dL), sorologia para CMV (citomegalovírus): IgM e IgG positivas. Qual das assertivas abaixo mais contribui com a elucidação diagnóstica da infecção congênita pelo CMV?

Alternativas

  1. A) A pesquisa do CMV na urina e/ou saliva será útil para o diagnóstico de infecção congênita após 2 meses.
  2. B) Caso a confirmação diagnóstica não ocorra até a terceira semana de vida, não será possível ser estabelecida.
  3. C) A sorologia IgM e IgG para CVM tem papel limitado no diagnóstico da infecção congênita, devido à baixa especificidade.
  4. D) A microcefalia, o crescimento intrauterino restrito e a prematuridade são altamente específicos para o diagnóstico de infecção por CMV.
  5. E) Uma tomografia computadorizada revelando calcificações difusas pelo córtex sugeriria fortemente o diagnóstico de infecção por CMV em detrimento das outras infecções congênitas.

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