UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
RN internado na UTI Neonatal com quadro de plaquetopenia, colestase e instabilidade clínica. Foi solicitada Tomografia de Crânio que mostrou calcificações periventriculares e feita a suspeita de infecção congênita por CMV, sobre a qual, é incorreto afirmar:
CMV congênito: tratamento com valganciclovir/ganciclovir, não aciclovir, para doença sintomática.
O tratamento da infecção congênita por CMV é feito com ganciclovir ou valganciclovir, e não com aciclovir. A indicação é para casos sintomáticos, especialmente com envolvimento neurológico ou surdez, visando reduzir a progressão da doença e sequelas.
A infecção congênita por Citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum, com uma prevalência significativa globalmente. É uma causa importante de morbidade e mortalidade neonatal, sendo a principal causa infecciosa de surdez neurosensorial não genética e de deficiência intelectual em crianças. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar as sequelas a longo prazo. A transmissão pode ocorrer tanto por primo-infecção materna quanto por reativação ou reinfecção durante a gestação, com a primo-infecção geralmente associada a maior risco de doença fetal grave. As manifestações clínicas variam desde assintomáticas ao nascimento até quadros graves com envolvimento multissistêmico, incluindo calcificações periventriculares, microcefalia, hepatoesplenomegalia, icterícia, plaquetopenia e surdez. O tratamento da infecção congênita por CMV sintomática é realizado com agentes antivirais específicos, como o valganciclovir (oral) ou ganciclovir (intravenoso), que atuam inibindo a replicação viral. O aciclovir, embora seja um antiviral, não é eficaz contra o CMV. O tratamento é indicado para recém-nascidos com doença sintomática, especialmente aqueles com envolvimento do sistema nervoso central ou surdez, com o objetivo de reduzir a progressão da perda auditiva e melhorar os desfechos neurológicos. A excreção viral na urina pode persistir por anos, o que é importante para o controle de infecção.
A infecção congênita por CMV pode ser assintomática ao nascimento ou apresentar sinais como restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, calcificações intracranianas (periventriculares), surdez neurosensorial, hepatoesplenomegalia, icterícia e plaquetopenia.
O tratamento para a infecção congênita por CMV sintomática é feito com valganciclovir oral ou ganciclovir intravenoso, especialmente em casos com envolvimento do SNC ou surdez, para prevenir a progressão da doença e minimizar sequelas.
Não, tanto a primo-infecção materna quanto a reativação ou reinfecção por outra cepa de CMV durante a gestação podem levar à transmissão congênita, embora a primo-infecção geralmente esteja associada a maior risco de doença grave no feto.
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