UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Recém-nascido a termo, três dias de vida, apresenta petéquias e equimoses disseminadas e hepatoesplenomegalia. Emissões otoacústicas ausentes na triagem auditiva. Exame oftalmológico e análise de líquor normais. Tomografia de crânio em anexo. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, qual tratamento é mais recomendado?
RN com petéquias, hepatoesplenomegalia, perda auditiva, calcificações periventriculares → CMV congênito sintomático → Valganciclovir 6 meses.
A apresentação clínica do recém-nascido (petéquias, hepatoesplenomegalia, perda auditiva e calcificações periventriculares na TC) é altamente sugestiva de infecção congênita sintomática por Citomegalovírus (CMV). O tratamento recomendado para CMV congênito sintomático é o valganciclovir oral por 6 meses.
A infecção congênita por Citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum e uma das principais causas de deficiência neurológica e perda auditiva em crianças. A transmissão ocorre da mãe para o feto durante a gestação. A maioria dos recém-nascidos com CMV congênito é assintomática ao nascimento, mas uma parcela significativa desenvolverá sequelas a longo prazo. Recém-nascidos com CMV congênito sintomático apresentam um quadro clínico variado que pode incluir petéquias, hepatoesplenomegalia, icterícia, microcefalia, restrição de crescimento intrauterino, coriorretinite e, classicamente, calcificações periventriculares na tomografia de crânio. A perda auditiva sensorioneural é uma sequela comum e pode ser progressiva, sendo a ausência de emissões otoacústicas um forte indicativo. O tratamento com valganciclovir oral por 6 meses é recomendado para recém-nascidos com CMV congênito sintomático, especialmente aqueles com envolvimento do sistema nervoso central ou perda auditiva. O objetivo é reduzir a replicação viral, diminuir a progressão da perda auditiva e melhorar os desfechos neurodesenvolvimentais. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para monitorar as sequelas e oferecer intervenções precoces.
Os sinais incluem petéquias, hepatoesplenomegalia, icterícia, microcefalia, restrição de crescimento intrauterino, coriorretinite, perda auditiva sensorioneural e calcificações intracranianas (especialmente periventriculares).
O valganciclovir é um pró-fármaco do ganciclovir, com melhor biodisponibilidade oral, e demonstrou reduzir a progressão da perda auditiva e melhorar os desfechos neurodesenvolvimentais em recém-nascidos com CMV congênito sintomático.
A perda auditiva sensorioneural é a sequela mais comum e progressiva do CMV congênito. A triagem auditiva precoce e o acompanhamento são cruciais para intervenção oportuna e minimização do impacto no desenvolvimento da linguagem.
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