Citomegalovírus na Gestação: Diagnóstico e Achados Fetais

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Gestante, 24 anos, G1PO, IG: 18 semanas, é encaminhada ao ambulatório de Medicina Fetal após diagnóstico de soroconversão de anticorpos IgM para citomegalovírus na gestação. Em relação ao caso, afirma-se: I. É necessário realizar pesquisa de avidez da imunoglobulina G para datar a infecção. II. A investigação de infecção fetal pode ser realizada por meio de demonstração direta do citomegalovírus ou de pesquisa com técnica de reação em cadeia da polimerase em amostra de líquido amniótico. III. Restrição de crescimento, microcefalia, hepatoesplenomegalia são achados ultrassonográficos possíveis no caso de infecção fetal. Estão corretas as afirmativas

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

CMV gestacional: avidez IgG data infecção; PCR LA investiga infecção fetal; USG pode mostrar RCF, microcefalia, hepatoesplenomegalia.

Resumo-Chave

A soroconversão para CMV na gestação exige investigação da avidez de IgG para datar a infecção. A pesquisa de CMV no líquido amniótico por PCR é o método de escolha para diagnosticar infecção fetal, que pode se manifestar ultrassonograficamente com restrição de crescimento, microcefalia e hepatoesplenomegalia.

Contexto Educacional

A infecção por citomegalovírus (CMV) é a causa mais comum de infecção congênita viral e pode ter consequências graves para o feto. A soroconversão materna durante a gestação é um evento de grande preocupação, exigindo uma investigação detalhada para determinar o risco de transmissão e o prognóstico fetal, sendo um tema de alta relevância para residentes. A pesquisa de avidez da imunoglobulina G (IgG) é essencial para datar a infecção materna. Baixa avidez de IgG sugere infecção primária recente, com maior risco de transmissão vertical. O diagnóstico de infecção fetal é estabelecido pela detecção do DNA do CMV por PCR no líquido amniótico, preferencialmente após 21 semanas de gestação e 6 semanas após a soroconversão materna, para otimizar a sensibilidade do teste. A infecção fetal por CMV pode levar a uma série de anomalias, muitas delas detectáveis por ultrassonografia. Achados como restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, ventriculomegalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia e ascite são indicativos de infecção grave e devem ser monitorados de perto, guiando o aconselhamento parental e o planejamento do parto.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da pesquisa de avidez de IgG para CMV na gestação?

A pesquisa de avidez de IgG é crucial para datar a infecção primária por CMV. Uma baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), aumentando o risco de transmissão fetal, enquanto alta avidez indica infecção preexistente ou antiga, com menor risco.

Como é feito o diagnóstico de infecção fetal por CMV?

O diagnóstico de infecção fetal por CMV é realizado principalmente pela detecção do DNA viral por PCR em amostra de líquido amniótico, obtida por amniocentese. Este exame deve ser feito após 21 semanas de gestação e pelo menos 6 semanas após a soroconversão materna.

Quais são os principais achados ultrassonográficos que sugerem infecção fetal por CMV?

Os achados ultrassonográficos que podem indicar infecção fetal por CMV incluem restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, ventriculomegalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia fetal e hiperecogenicidade intestinal.

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