Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Recebida no atendimento pré-natal, a gestante NAB, 30 anos, professora de ensino fundamental, primigesta, traz resultado da ultrassonografia morfológica de 2º trimestre. Ela está bastante preocupada, pois no 1º trimestre da gestação referiu ter ficado fortemente gripada e agora o bebê apresenta alterações. Resultado da ultrassonografia morfológica com 24 semanas, o feto apresenta restrição de crescimento fetal, ventriculomegalia e hepatomegalia. A placenta apresenta calcificações e placentomegalia.Qual a principal hipótese e conduta inicial?
CMV congênito → restrição crescimento, ventriculomegalia, hepatomegalia, placentomegalia. Conduta inicial: sorologia IgG/IgM.
A infecção congênita por Citomegalovírus (CMV) é a causa mais comum de infecção congênita viral e pode apresentar um espectro de achados ultrassonográficos, incluindo restrição de crescimento fetal, ventriculomegalia, hepatomegalia e alterações placentárias como calcificações e placentomegalia. A sorologia materna (IgG e IgM) é a conduta inicial para confirmar a infecção materna recente.
A infecção congênita por Citomegalovírus (CMV) é a infecção congênita viral mais comum, afetando cerca de 0,2% a 2% dos nascidos vivos. É uma das principais causas de deficiência neurológica e sensorial em crianças, sendo crucial seu diagnóstico e manejo precoce. A transmissão ocorre principalmente por via transplacentária, e a gravidade da doença fetal está relacionada ao trimestre da infecção materna, sendo o primeiro e segundo trimestres associados a piores prognósticos. A fisiopatologia envolve a replicação viral em diversos tecidos fetais, levando a danos celulares e inflamação. Os achados ultrassonográficos, como restrição de crescimento fetal, ventriculomegalia, hepatomegalia, calcificações intracranianas e placentárias, são indicativos de infecção grave. A suspeita deve surgir diante de qualquer alteração fetal inespecífica no ultrassom morfológico, especialmente se houver história de doença viral materna durante a gestação. O tratamento da infecção congênita por CMV é complexo e focado na redução da carga viral e manejo das complicações. Em casos de infecção materna primária no primeiro ou início do segundo trimestre, pode-se considerar o uso de valaciclovir para a mãe, embora a eficácia na prevenção da transmissão vertical seja controversa. O prognóstico varia amplamente, com alguns fetos desenvolvendo sequelas graves, enquanto outros permanecem assintomáticos. O acompanhamento multidisciplinar é essencial.
Os principais achados incluem restrição de crescimento fetal, ventriculomegalia, hepatomegalia, calcificações intracranianas e placentárias, e placentomegalia. Outros sinais podem ser microcefalia, hidropsia e ascite.
A conduta inicial é realizar sorologia materna para IgG e IgM anti-CMV para verificar a presença de infecção primária ou reativação. Em caso de IgM positivo ou soroconversão, pode-se considerar a pesquisa de CMV no líquido amniótico por PCR.
A diferenciação envolve a análise do perfil de achados ultrassonográficos e a realização de sorologias específicas para cada agente (Toxoplasmose, Rubéola, Herpes, Sífilis, etc.). O CMV é a causa mais comum de infecção congênita viral e frequentemente cursa com ventriculomegalia e restrição de crescimento.
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