UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Ao nascer, a maioria dos recém-nascidos com infecção congênita por citomegalovírus é:
Maioria dos RNs com infecção congênita por CMV é assintomática ao nascer, mas pode desenvolver sequelas tardias.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a causa mais comum de infecção congênita viral. Embora a maioria dos recém-nascidos seja assintomática ao nascimento, uma parcela significativa pode desenvolver sequelas neurológicas e sensoriais tardias, como perda auditiva neurossensorial.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum, afetando cerca de 0,2% a 2% dos nascidos vivos globalmente. É uma das infecções do complexo TORCH (Toxoplasmose, Outras, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes) e pode ter consequências devastadoras para o desenvolvimento infantil. A maioria dos recém-nascidos (cerca de 85-90%) com infecção congênita por CMV é assintomática ao nascimento. No entanto, uma parcela significativa desses bebês assintomáticos (10-15%) pode desenvolver sequelas tardias, sendo a perda auditiva neurossensorial a mais comum e clinicamente relevante. Os bebês sintomáticos ao nascer apresentam um espectro mais amplo de achados, incluindo microcefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia e icterícia. O diagnóstico precoce, idealmente através de triagem neonatal universal ou direcionada, é fundamental para identificar os casos e iniciar o acompanhamento. O tratamento antiviral com ganciclovir ou valganciclovir pode ser considerado em casos selecionados, especialmente em recém-nascidos sintomáticos, para tentar mitigar a progressão das sequelas, particularmente a perda auditiva.
Recém-nascidos sintomáticos podem apresentar microcefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, restrição de crescimento intrauterino e perda auditiva.
Mesmo assintomáticos ao nascer, cerca de 10-15% dos bebês podem desenvolver sequelas tardias, principalmente perda auditiva neurossensorial, que pode ser prevenida ou minimizada com intervenção precoce.
O tratamento com ganciclovir ou valganciclovir pode ser indicado para recém-nascidos sintomáticos e, em alguns casos, para assintomáticos com risco de perda auditiva, visando reduzir a progressão das sequelas.
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