FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Paciente, sexo feminino, 1 ano e 1 mês, com percentil 25 para peso, percentil 10 para comprimento e percentil abaixo de 5 para perímetro cefálico. O nascimento ocorreu a termo, sendo revelado na inspeção pequeno tamanho de crânio. Apresenta retardo de desenvolvimento e, ao nascimento, teve icterícia neonatal prolongada. Atualmente, apresenta crises de convulsões. Considerando as descrições do enunciado, a melhor explicação para o pequeno tamanho da criança é:
CMV congênito → microcefalia, retardo desenvolvimento, icterícia prolongada, convulsões.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é uma das causas mais comuns de infecção congênita e pode levar a um espectro de manifestações clínicas, incluindo microcefalia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, icterícia prolongada e convulsões, como descrito no caso. A triagem e o diagnóstico precoce são cruciais para o manejo.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a infecção congênita viral mais comum, afetando cerca de 0,2% a 2% dos nascidos vivos. É uma das principais causas de deficiência neurológica e auditiva não genética em crianças. A transmissão ocorre da mãe para o feto durante a gestação, principalmente em infecções primárias maternas. As manifestações clínicas do CMV congênito são variadas, desde assintomáticas até doença grave e multissistêmica. Sinais como microcefalia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, icterícia prolongada, hepatoesplenomegalia, petéquias e convulsões devem levantar a suspeita. A presença de calcificações intracranianas, especialmente periventriculares, é um achado radiológico clássico. O tratamento com antivirais como o ganciclovir ou valganciclovir pode ser considerado em casos sintomáticos para reduzir a progressão da perda auditiva e melhorar o neurodesenvolvimento, mas deve ser iniciado precocemente. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade da doença ao nascimento e da presença de sequelas neurológicas.
Os principais sinais incluem microcefalia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, icterícia neonatal prolongada, convulsões, hepatoesplenomegalia, petéquias e calcificações intracranianas.
O diagnóstico pode ser feito pela detecção do DNA viral (PCR) em urina, saliva ou sangue do recém-nascido nas primeiras 3 semanas de vida. Exames de imagem cerebrais também são úteis.
As sequelas podem incluir perda auditiva neurossensorial, retardo mental, paralisia cerebral, problemas visuais e convulsões refratárias, variando em gravidade.
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