FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Criança com 13 meses de idade apresenta percentil 25 para peso, percentil 10 para o comprimento e percentil abaixo de 5 para o perímetro cefálico. Nasceu a termo. Ao nascimento, a inspeção revelou pequeno tamanho do crânio. Foi feito tomografia, que mostrou calcificações peri-ventriculares. Foi submetida à cirurgia de catarata logo após o nascimento. Atualmente recebe fenobarbital para o controle das convulsões. O diagnóstico mais provável, para este caso, é:
Microcefalia + calcificações periventriculares + catarata + convulsões em lactente → Infecção congênita por CMV.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é uma das causas mais comuns de infecção congênita e pode apresentar um quadro clínico grave, incluindo microcefalia, calcificações intracranianas (especialmente periventriculares), catarata, surdez e convulsões, com sequelas neurológicas significativas.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a infecção congênita viral mais comum, com uma prevalência de 0,2% a 2% dos nascidos vivos. Embora a maioria dos casos seja assintomática ao nascimento, o CMV é a principal causa infecciosa de deficiência neurológica não hereditária e surdez neurossensorial em crianças. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo e aconselhamento familiar. A fisiopatologia envolve a transmissão vertical do vírus da mãe para o feto, que pode ocorrer durante a infecção primária materna ou reativação viral. O vírus tem tropismo por diversos tecidos, levando a uma ampla gama de manifestações clínicas. O quadro clássico inclui microcefalia, calcificações periventriculares na tomografia de crânio, hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, catarata e convulsões. O diagnóstico é confirmado pela detecção do vírus em fluidos corporais do recém-nascido. O tratamento com ganciclovir ou valganciclovir pode ser considerado em casos sintomáticos para reduzir a progressão da perda auditiva e melhorar os desfechos neurológicos, embora não cure a infecção. O prognóstico varia amplamente, dependendo da gravidade da doença ao nascimento e da presença de sequelas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para crianças com CMV congênito sintomático.
Os achados incluem microcefalia, restrição de crescimento intrauterino, calcificações intracranianas (tipicamente periventriculares), hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, surdez neurossensorial e coriorretinite.
O diagnóstico é confirmado pela detecção do DNA do CMV (PCR) em urina, saliva ou sangue do recém-nascido nas primeiras 3 semanas de vida.
As sequelas neurológicas incluem microcefalia, deficiência intelectual, paralisia cerebral, convulsões, surdez neurossensorial e distúrbios de aprendizagem, com gravidade variável.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo