Infecções Congênitas (TORCHS): Diagnóstico no RN

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido de parto normal a termo, com peso 2100g, Apgar 3/6. O primeiro exame clínico mostrou hepatoesplenomegalia. Após as primeiras 48 horas de vida, apresentou petéquias disseminadas e icterícia, que se acentuou no quarto dia de vida, ocasião em que a bilirrubina total era de 12,5 mg% e a direta, 4,5%. Os exames laboratoriais e complementares necessários para confirmar o diagnóstico clínico são:

Alternativas

  1. A) hemograma completo e esfregaço sanguíneo.
  2. B) sorologias (TORCHS), Rx de ossos longos e fundo de olho.
  3. C) grupo sanguíneo, fator Rh e Coombs da mãe e do RN.
  4. D) bioquímica do líquor e culturas do sangue e urina.
  5. E) coagulograma, Rx de crânio.

Pérola Clínica

RN com hepatoesplenomegalia, petéquias, icterícia → suspeitar TORCHS; investigar com sorologias, Rx ossos longos, fundo de olho.

Resumo-Chave

A tríade de hepatoesplenomegalia, petéquias e icterícia em um recém-nascido, especialmente com baixo peso e Apgar reduzido, é altamente sugestiva de infecção congênita (TORCHS). A investigação deve incluir sorologias específicas, radiografia de ossos longos para lesões metafisárias e fundo de olho para coriorretinite.

Contexto Educacional

As infecções congênitas, frequentemente agrupadas sob o acrônimo TORCHS, representam um grupo de doenças que podem ser transmitidas da mãe para o feto durante a gestação ou no parto. Elas são uma causa importante de morbimortalidade neonatal e podem deixar sequelas graves no desenvolvimento da criança, sendo um tema fundamental na pediatria. O quadro clínico apresentado pelo recém-nascido (baixo peso, Apgar baixo, hepatoesplenomegalia, petéquias e icterícia colestática) é altamente sugestivo de uma infecção congênita. A investigação diagnóstica deve ser abrangente, incluindo sorologias para os agentes TORCHS (IgM e IgG maternas e do RN), radiografia de ossos longos para identificar lesões metafisárias (comuns em sífilis e rubéola), e fundo de olho para detectar coriorretinite (típica de toxoplasmose e CMV). Outros exames complementares podem incluir hemograma completo com plaquetas, ultrassonografia transfontanelar para avaliar o sistema nervoso central, e, em casos específicos, culturas ou PCR de fluidos corporais. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado e minimizar as sequelas, embora muitas vezes o tratamento seja apenas de suporte ou para prevenir a progressão da doença, exigindo vigilância contínua.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de infecção congênita em RN?

Sinais comuns incluem baixo peso ao nascer, prematuridade, hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, microcefalia ou hidrocefalia, coriorretinite e lesões ósseas, variando conforme o agente etiológico.

O que significa a sigla TORCHS?

TORCHS é um acrônimo para Toxoplasmose, Outras (Sífilis, Varicela-Zoster, HIV, Parvovírus B19), Rubéola, Citomegalovírus e Herpes simplex, que são as principais infecções congênitas com manifestações sistêmicas.

Quais exames são essenciais para investigar TORCHS em RN?

Sorologias específicas para cada agente (IgM e IgG do RN e mãe), hemograma completo, Rx de ossos longos, ultrassonografia transfontanelar, fundo de olho e, em alguns casos, análise de líquor são cruciais para o diagnóstico.

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