AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
As infecções relacionadas a cateteres venosos centrais (CVC) são uma complicação significativa em pacientes cirúrgicos. Em relação a este tema, analise as assertivas abaixo classificando-as em Verdadeiro (V) ou Falso (F): ( ) O diagnóstico de infecção de CVC deve ser suspeitado em pacientes que apresentam febre, calafrios ou sinais de sepse sem outra fonte identificável. ( ) A técnica de troca do cateter por fio-guia pode ser utilizada em pacientes hemodinamicamente estáveis sem sinais de infecção sistêmica e sem infecção local evidente no sítio de inserção do cateter. ( ) Em pacientes graves, instáveis hemodinamicamente, com infecção diagnosticada do CVC, pode ser realizado tratamento clínico com antibioticoterapia empírica ampla por 48 horas antes de se pensar na troca do cateter. ( ..) A obtenção de hemocultura positiva para anaeróbios indica para a retirada do CVC com posterior antibioticoterapia direcionada para o achado por um período mínimo de 10 dias. ( ) Medidas de prevenção de infecção associada a CVC incluem a utilização de técnicas de inserção estéril, manutenção rigorosa da higiene das mãos, troca regular dos curativos e desinfecção adequada dos conectores do cateter antes de cada acesso.
Suspeita de infecção de CVC em paciente instável → Retirada imediata do cateter + culturas.
O manejo de infecções de CVC exige prevenção rigorosa e retirada imediata do dispositivo em casos de instabilidade hemodinâmica ou sepse grave.
As infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateter (ICSRC) aumentam significativamente a morbimortalidade e o tempo de internação hospitalar. O diagnóstico baseia-se em hemoculturas pareadas (periférica e do cateter) com tempo de crescimento diferencial positivo ou cultura da ponta do cateter positiva. A prevenção é o pilar fundamental, utilizando protocolos de inserção e manutenção estéreis. A decisão de remover o cateter depende do microrganismo isolado (ex: S. aureus, Candida spp. e Pseudomonas aeruginosa exigem remoção obrigatória) e do estado clínico do paciente, sendo a manutenção do cateter uma exceção reservada a casos selecionados com patógenos menos virulentos.
A troca por fio-guia é uma opção em pacientes estáveis, sem sinais de infecção no sítio de inserção, quando há necessidade de trocar o cateter por mau funcionamento ou suspeita de infecção sem confirmação clínica óbvia, devendo-se sempre cultivar a ponta do cateter retirado para guiar a conduta posterior.
As medidas incluem o 'bundle' de inserção: higiene rigorosa das mãos, precauções máximas de barreira (gorro, máscara, avental estéril, luvas estéreis e campos grandes), antissepsia da pele com clorexidina alcoólica > 0,5% e escolha do sítio de inserção (preferencialmente subclávia, evitando a femoral).
Em pacientes com choque séptico ou instabilidade hemodinâmica sem outro foco evidente, o cateter deve ser removido imediatamente e enviado para cultura (técnica de Maki). Deve-se iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro cobrindo Gram-positivos (incluindo MRSA) e Gram-negativos.
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