Infecção de Cateter Central: Prevenção e Manejo Essencial

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Os acessos venosos centrais de longa permanência são essenciais no manejo de pacientes críticos em UTI por diversas finalidades, mas possuem complicações tardias, sendo a mais frequente

Alternativas

  1. A) oclusão do cateter.
  2. B) trombose profunda
  3. C) sangramento.
  4. D) infecção da ferida cirúrgica.
  5. E) infecção do cateter.

Pérola Clínica

Infecção do cateter é a complicação tardia mais frequente de acessos venosos centrais.

Resumo-Chave

A infecção do cateter venoso central é a complicação tardia mais comum, impactando significativamente a morbimortalidade em pacientes críticos. A prevenção rigorosa, incluindo técnicas assépticas na inserção e manutenção, é fundamental para reduzir sua incidência.

Contexto Educacional

A infecção de cateter venoso central (ICVC) representa uma das complicações mais sérias e frequentes em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Sua incidência está diretamente relacionada ao tempo de permanência do cateter e à adesão às práticas de inserção e manutenção assépticas. A ICVC aumenta a morbimortalidade, o tempo de internação e os custos hospitalares, tornando seu controle uma prioridade na segurança do paciente. A fisiopatologia da ICVC envolve a colonização da superfície externa do cateter por microrganismos da pele do paciente ou a colonização da superfície interna por contaminação do lúmen durante a manipulação. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com febre sem outro foco aparente e cateter central, sendo confirmado por hemoculturas pareadas ou cultura da ponta do cateter. A suspeita deve ser alta em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou sinais de sepse. O tratamento da ICVC geralmente envolve a remoção do cateter infectado e o início de antibioticoterapia empírica, ajustada posteriormente conforme o antibiograma. A prevenção é a melhor estratégia, baseada em bundles de medidas como higiene das mãos, antissepsia da pele com clorexidina, uso de barreiras de proteção máxima durante a inserção, escolha do local de inserção e remoção precoce do cateter quando não mais necessário.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para infecção de cateter venoso central?

Os fatores de risco incluem tempo de permanência do cateter, local de inserção (femoral > jugular > subclávia), técnica de inserção inadequada, imunossupressão do paciente e manipulação excessiva do cateter.

Qual a conduta inicial na suspeita de infecção de cateter venoso central?

A conduta inicial envolve a coleta de hemoculturas (periférica e do cateter), início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se houver instabilidade hemodinâmica ou sinais de infecção grave, a remoção do cateter.

Como diferenciar a infecção de cateter de outras causas de febre em pacientes com acesso central?

A diferenciação é feita pela cultura de ponta de cateter, hemoculturas pareadas (cateter e periférica) com tempo diferencial de positividade, e pela exclusão de outros focos infecciosos.

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