SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Os acessos venosos centrais de longa permanência são essenciais no manejo de pacientes críticos em UTI por diversas finalidades, mas possuem complicações tardias, sendo a mais frequente
Infecção do cateter é a complicação tardia mais frequente de acessos venosos centrais.
A infecção do cateter venoso central é a complicação tardia mais comum, impactando significativamente a morbimortalidade em pacientes críticos. A prevenção rigorosa, incluindo técnicas assépticas na inserção e manutenção, é fundamental para reduzir sua incidência.
A infecção de cateter venoso central (ICVC) representa uma das complicações mais sérias e frequentes em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Sua incidência está diretamente relacionada ao tempo de permanência do cateter e à adesão às práticas de inserção e manutenção assépticas. A ICVC aumenta a morbimortalidade, o tempo de internação e os custos hospitalares, tornando seu controle uma prioridade na segurança do paciente. A fisiopatologia da ICVC envolve a colonização da superfície externa do cateter por microrganismos da pele do paciente ou a colonização da superfície interna por contaminação do lúmen durante a manipulação. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com febre sem outro foco aparente e cateter central, sendo confirmado por hemoculturas pareadas ou cultura da ponta do cateter. A suspeita deve ser alta em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou sinais de sepse. O tratamento da ICVC geralmente envolve a remoção do cateter infectado e o início de antibioticoterapia empírica, ajustada posteriormente conforme o antibiograma. A prevenção é a melhor estratégia, baseada em bundles de medidas como higiene das mãos, antissepsia da pele com clorexidina, uso de barreiras de proteção máxima durante a inserção, escolha do local de inserção e remoção precoce do cateter quando não mais necessário.
Os fatores de risco incluem tempo de permanência do cateter, local de inserção (femoral > jugular > subclávia), técnica de inserção inadequada, imunossupressão do paciente e manipulação excessiva do cateter.
A conduta inicial envolve a coleta de hemoculturas (periférica e do cateter), início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, se houver instabilidade hemodinâmica ou sinais de infecção grave, a remoção do cateter.
A diferenciação é feita pela cultura de ponta de cateter, hemoculturas pareadas (cateter e periférica) com tempo diferencial de positividade, e pela exclusão de outros focos infecciosos.
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