UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem,65 anos de idade, logo após a correção de aneurisma de aorta tóracoabdominal desenvolve fraqueza nos membrosinferiores. Exame neurológico: paraparesia flácida bilateral sem resposta à estimulação plantar, hipoestesia térmica e dolorosa abaixo do nível T10, porém com preservação das sensibilidades vibratória e posicional. Qual é o diagnóstico mais provável?
Pós-cirurgia aórtica + paraparesia flácida + perda térmica/dolorosa (Tracto Espinotalâmico) com preservação vibratória/posicional (Colunas Posteriores) → Infarto medular (Síndrome Artéria Espinhal Anterior).
O infarto medular, especialmente a síndrome da artéria espinhal anterior, é uma complicação grave da cirurgia de aneurisma de aorta tóracoabdominal devido à interrupção do fluxo sanguíneo para a medula espinhal. A preservação das sensibilidades vibratória e posicional é chave, pois as colunas posteriores são supridas por ramos da artéria espinhal posterior, que geralmente não são afetados.
O infarto medular é uma condição neurológica grave resultante da interrupção do fluxo sanguíneo para a medula espinhal. Embora raro, é uma complicação temida de procedimentos que afetam o suprimento vascular da medula, como a correção de aneurismas de aorta tóracoabdominais. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo. A fisiopatologia envolve a isquemia da artéria espinhal anterior, que irriga os dois terços anteriores da medula, incluindo os tratos corticoespinhais (motor) e espinotalâmicos (dor e temperatura). O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de paraparesia flácida, perda de sensibilidade térmica e dolorosa, e preservação da sensibilidade vibratória e posicional, que são mediadas pelas colunas posteriores, geralmente supridas pela artéria espinhal posterior. O tratamento é principalmente de suporte, visando otimizar a perfusão medular e prevenir complicações secundárias. O prognóstico é variável e depende da extensão do dano isquêmico. A prevenção, através de técnicas cirúrgicas que minimizem a isquemia medular, como monitorização intraoperatória e drenagem liquórica, é fundamental.
Os sinais clássicos incluem paraparesia flácida bilateral, perda de sensibilidade térmica e dolorosa abaixo do nível da lesão, com preservação da sensibilidade vibratória e posicional.
A cirurgia de aneurisma de aorta tóracoabdominal pode comprometer o suprimento sanguíneo para a medula espinhal, especialmente através da artéria de Adamkiewicz, levando à isquemia e infarto medular.
O infarto medular (síndrome da artéria espinhal anterior) causa déficits motores e sensitivos (dor/temperatura) bilaterais, com preservação da propriocepção. A Síndrome de Brown-Séquard apresenta déficits ipsilaterais de motor/propriocepção e contralaterais de dor/temperatura.
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