PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Paciente de 76 anos, chega à Emergência com dor precordial típica, de início súbito, há duas horas. Apresenta sinais vitais estáveis. O médico foi informado que a sala de hemodinâmica estará disponível para a região somente daqui a 2 horas e meia. O eletrocardiograma do paciente pode ser visto abaixo. Baseado nessas informações, qual das alternativas abaixo expressa melhor o diagnóstico e a melhor conduta imediata?
IAMCSST + Tempo para angioplastia > 120min → Trombólise imediata (AAS + Clopidogrel 75mg se >75 anos).
Quando a angioplastia primária não pode ser realizada em até 120 minutos do diagnóstico, a fibrinólise química deve ser iniciada em até 10 minutos, respeitando as doses ajustadas para a idade.
O manejo do IAMCSST é tempo-dependente ('tempo é músculo'). A escolha da estratégia de reperfusão deve ser pragmática. Em hospitais sem hemodinâmica, o cálculo do tempo de transferência é crucial. Além da antiagregação dupla, a anticoagulação é obrigatória na fibrinólise; a Enoxaparina é preferida, com ajuste de dose para idosos (≥75 anos: sem bolus IV, dose SC de 0,75mg/kg). O sucesso da reperfusão é avaliado pela redução do supra de ST >50% em 60-90 minutos e pelo surgimento de arritmias de reperfusão.
A angioplastia primária (ICP) é o tratamento de escolha, mas sua superioridade depende do tempo. Se o tempo estimado entre o diagnóstico (ECG) e a abertura do vaso na hemodinâmica for superior a 120 minutos, a estratégia preferencial passa a ser a fibrinólise química imediata (idealmente em <30 minutos da chegada ou <10 minutos do diagnóstico), desde que não haja contraindicações absolutas.
Para pacientes que serão submetidos a trombólise: AAS 150-300mg (mastigado). Para o Clopidogrel, a dose de ataque depende da idade: se <75 anos, faz-se 300mg; se ≥75 anos, não se faz ataque, apenas a dose de manutenção de 75mg. Isso visa reduzir o risco de sangramentos intracranianos graves nesta população vulnerável.
O supra de ST nas derivações V1 a V4 indica parede anterior (artéria descendente anterior). Derivações DII, DIII e aVF indicam parede inferior (geralmente coronária direita). DI, aVL, V5 e V6 indicam parede lateral. No caso clínico, a menção a 'parede anterior' nas alternativas guia o diagnóstico, exigindo reconhecimento rápido para início da terapia de reperfusão.
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